Postado por Júlia Magalhães em 28/jan/2026 -
Casas que reconhecem padrões, antecipam necessidades e tomam decisões de forma autônoma, as chamadas casas inteligentes, já fazem parte da realidade de milhares de brasileiros.
Segundo a IDC, o mercado de automação residencial cresce 30% ao ano no Brasil, índice superior à média global. A projeção da consultoria Mordor Intelligence é de que o setor movimente US$ 370,9 bilhões no mundo até o fim de 2025.
O especialista em automação de alto padrão, Lucas Souza de Freitas, afirma que a nova geração de sistemas não apenas executa comandos, mas aprende com os hábitos e ajusta a casa conforme o estilo de vida dos moradores. “A verdadeira inteligência está na análise de dados, permitindo uma experiência personalizada, proativa e eficiente”, explica.
Sensores e inteligência artificial permitem que a casa ajuste o ambiente antes mesmo da chegada. Temperatura, iluminação e até eletrodomésticos são ativados de forma autônoma, conforme padrões de uso e localização do usuário.
Geladeiras e outros equipamentos conectados conseguem identificar falhas antes que elas ocorram. Alertas de manutenção reduzem desperdícios e ampliam a segurança doméstica.
Mais que comandos de voz, os sistemas inteligentes registram e analisam comportamentos. Ajustes de iluminação, temperatura e som se adaptam ao cotidiano dos moradores, com precisão crescente.
O luxo da automação moderna está na naturalidade da experiência. Sensores, controles integrados e equipamentos embutidos geram conforto discreto e estética minimalista.
A tecnologia também atua na redução de impactos ambientais. Casas inteligentes otimizam o uso de água e energia, desligam sistemas automaticamente e programam funções conforme horários estratégicos. Reduções de até 40% no consumo são possíveis.
O crescimento acelerado ainda enfrenta limitações. Alto consumo energético, falta de integração entre fabricantes e escassez de mão de obra especializada são entraves para avanços mais amplos.
Freitas aponta que os próximos 15 anos serão definitivos na consolidação das casas inteligentes. “Estamos falando de uma mudança profunda no modo de viver. Tudo pode começar com uma simples notificação da geladeira, mas o impacto será estrutural”, conclui.
Postado por Júlia Magalhães em 21/jan/2026 -
Com a crescente demanda por praticidade e mobilidade urbana, os studios têm ganhado espaço no mercado imobiliário brasileiro. Segundo levantamento da FipeZap, os imóveis compactos apresentaram valorização de quase 8% nos últimos 12 meses, impulsionados pelo novo perfil das famílias e por investidores que buscam rentabilidade com locação.
Em meio a esse contexto, surge um desafio: como decorar metragens reduzidas de forma funcional e esteticamente leve? O arquiteto Osvaldo Segundo, responsável pelos interiores do empreendimento Versus, da Construtora CK, em Itajaí (SC), apresenta cinco orientações fundamentais para projetos de studios entre 34 m² e 43 m².
Antes de iniciar a decoração, é essencial analisar a planta baixa, os eixos de circulação e as rotinas dos moradores. “É importante entender como o espaço será usado, se a pessoa trabalha em casa, se recebe visitas e como circula pelo ambiente”, explica Osvaldo. Essa leitura permite distribuir os móveis de forma funcional e fluida.
Peças versáteis ganham protagonismo em imóveis compactos. Camas com baú, sofás-cama e mesas que servem tanto para refeições quanto para o trabalho são exemplos de soluções inteligentes. “A mesa ideal, por exemplo, deve ter pé central ou inclinado, para não comprometer a circulação”, recomenda o arquiteto.
Cores neutras, linhas contínuas e revestimentos suaves ajudam a ampliar visualmente os ambientes. A utilização de madeira clara e tons como branco, areia e cinza favorece a sensação de unidade. Iluminação indireta também é recurso essencial para gerar conforto e amplitude.
A divisão da iluminação em circuitos diferentes permite adaptar o ambiente conforme a função desejada. Luzes quentes, aplicadas em sancas, bancadas e cabeceiras, criam atmosfera aconchegante. Spots embutidos e pontos de luz em objetos decorativos completam o projeto.
Em studios, a marcenaria planejada é essencial para aproveitar todos os cantos do imóvel. Banheiros, cozinhas e áreas de serviço ganham funcionalidade com armários sob medida. “Morar em um imóvel compacto não significa abrir mão de conforto. Investir em um bom projeto faz toda a diferença”, afirma Osvaldo.
Com planejamento, cada metro quadrado pode ser valorizado. As dicas apresentadas são um caminho para transformar studios em espaços funcionais, organizados e esteticamente agradáveis.
Postado por Júlia Magalhães em 14/jan/2026 -
O dourado escovado, conhecido como brushed gold, tem ganhado espaço em projetos de banheiros e lavabos por combinar sofisticação e discrição. Com acabamento acetinado e reflexo suave, o tom se destaca em metais sanitários, chuveiros e acessórios, criando ambientes elegantes e acolhedores.
Segundo a designer de interiores da Lorenzetti, Veronica Monaci, o diferencial do brushed gold está na suavidade visual. “Ele não reflete tanto a luz como o dourado polido, o que resulta em uma aparência mais contemporânea e equilibrada”, explica.
Versátil, o acabamento combina com diferentes estilos de decoração e adiciona um tom quente aos espaços.
Para valorizar o dourado escovado, a recomendação é utilizar bases neutras. Paletas em branco, cinza, bege e off-white ajudam a destacar os metais com elegância. Revestimentos em mármore travertino ou quartzito ampliam a sensação de leveza.
Ambientes mais ousados também podem incorporar o brushed gold ao lado de tons escuros, como preto fosco, grafite ou verde. Essa composição gera contraste e imprime modernidade.

A linha da Lorenzetti apresenta diversas opções com acabamento brushed gold, como as torneiras e monocomandos Loren Neo, os acessórios Loren Trend e as duchas Loren Quadra. A proposta é criar continuidade visual e unidade estética nos projetos.
Para Monaci, o sucesso do acabamento está na dosagem. “O dourado escovado se destaca quando usado com intenção, criando pontos de luz e sofisticação, sem exageros”, conclui.
Postado por Júlia Magalhães em 07/jan/2026 -
O design terapêutico tem ganhado espaço como solução para criar ambientes que favorecem o bem-estar físico e emocional. A proposta alia tendências como biofilia, aromaterapia, iluminação dimerizável e texturas naturais para transformar a casa em um espaço de acolhimento e reconexão.
Pensando nisso, o Shopping Interlar Interlagos, referência em móveis e decoração na zona sul de São Paulo, reuniu cinco orientações para tornar os cômodos mais harmônicos e sensoriais.
O uso de plantas, madeira e cores inspiradas na natureza contribui para a sensação de relaxamento. Estudos apontam que o contato visual com materiais naturais reduz a frequência cardíaca e induz à calma. Móveis em madeira clara, vasos com folhagens e paletas em verde e bege são boas escolhas.
A inserção de aromas agradáveis pode equilibrar o sistema nervoso. Lavanda, camomila e capim-limão têm efeitos calmantes comprovados. Difusores elétricos ou aromatizadores dispostos sobre aparadores e racks são funcionais e ainda valorizam a decoração.
Tecidos macios e materiais com apelo tátil reforçam a sensação de conforto. Linho, algodão e veludo são indicados para sofás, mantas, puffs e cortinas. A combinação de texturas naturais com tons neutros cria um cenário acolhedor.
A iluminação com tom amarelado ajuda a induzir o relaxamento, ao contrário das luzes frias, que ativam o estado de alerta. Abajures, arandelas e luminárias com luz quente são ideais para áreas de descanso, como sofás e poltronas.
Criar pequenos pontos de desaceleração em casa é outra sugestão para reduzir a ansiedade. Cantinhos com poltronas ergonômicas, luminárias suaves, som ambiente ou difusores de sons naturais funcionam como espaços de respiro para leitura, meditação ou descanso leve.
Ao incorporar esses elementos, o design terapêutico favorece a criação de um lar mais equilibrado, no qual estética e funcionalidade caminham juntas em prol da qualidade de vida.