Postado por Júlia Magalhães em 17/ago/2026 -
A textura nos ambientes pode ter influência direta sobre a forma como as pessoas percebem conforto, acolhimento e bem-estar dentro de casa. Em espaços que assumem uma função crescente de descanso e permanência, o contato físico com pisos e outras superfícies passa a integrar a experiência cotidiana do morar.
Entre os elementos presentes no ambiente, o piso ocupa posição relevante por estar em contato frequente com o corpo. Sua temperatura, textura e rigidez, por exemplo, ajudam a construir percepções que vão além do aspecto visual.
Esse entendimento integra os estudos da neuroarquitetura, campo que investiga de que maneira os estímulos ambientais afetam o cérebro e o comportamento humano. A experiência de um espaço envolve, simultaneamente, fatores táteis, visuais, térmicos e acústicos.
Segundo o arquiteto e pesquisador em neuroarquitetura Lorí Crízel, o tato participa diretamente dessa leitura do ambiente. “O sistema somatossensorial é responsável por processar estímulos como pressão, temperatura e textura, atuando como um mecanismo essencial para a avaliação inicial do ambiente. Superfícies que apresentam qualidades táteis agradáveis tendem a favorecer percepções de conforto e previsibilidade”, afirma Crízel.
Estudos relacionados à percepção ambiental indicam que texturas com padrões orgânicos, relevos suaves e menor rigidez podem ser associadas, dependendo do contexto, a sensações de acolhimento.
Por outro lado, superfícies muito frias, lisas ou com aparência artificial podem favorecer certo distanciamento sensorial quando combinadas a outros estímulos. Essa percepção também ganha relevância em uma rotina marcada pelo contato frequente com telas e materiais industriais.
O processo está relacionado à hapticidade, conceito utilizado para descrever a experiência ativa do tato. Dessa forma, antes mesmo de uma interpretação plenamente consciente, o organismo identifica características da superfície e estabelece respostas relacionadas a conforto e previsibilidade.
De acordo com Crízel, essas avaliações iniciais interferem na maneira como o espaço será percebido durante o uso e ajudam a formar referências sensoriais associadas ao ambiente.

Na arquitetura contemporânea, a relação entre toque e percepção tem contribuído para ampliar a atenção dada a materiais capazes de estabelecer conexão com referências naturais. Isso ocorre tanto pela aparência quanto pelas características percebidas pelo tato.
Superfícies inspiradas na madeira, por exemplo, podem reproduzir suas irregularidades e estabelecer relações com a biofilia, conceito ligado à afinidade humana com elementos da natureza.
A indústria de revestimentos acompanha esse movimento por meio do desenvolvimento de produtos que conciliam características técnicas e experiências sensoriais. Entre as fabricantes que trabalham nessa direção está a Durafloor, com soluções voltadas à reprodução do desenho, dos relevos e das sensações táteis encontradas em materiais naturais.
Em seus lançamentos recentes, a empresa adotou o conceito ‘Essencialmente Confortável’, baseado nas transformações dos modos de morar e na busca por escolhas mais conscientes relacionadas ao conforto.
As linhas priorizam superfícies agradáveis ao contato e ao uso cotidiano, além de padrões relacionados a referências já consolidadas na decoração. Também incluem soluções direcionadas a reformas mais rápidas e com menor interferência nos ambientes.
“Existe hoje um esforço da indústria em traduzir conceitos da neuroarquitetura em soluções concretas. No caso dos pisos, isso passa por desenvolver superfícies que não apenas reproduzam o visual da natureza, mas que ofereçam uma experiência tátil coerente com essa referência, contribuindo para uma sensação de acolhimento”, diz a gerente de marketing da Durafloor, Patrícia Cisternas.

Entre os lançamentos de pisos vinílicos, produtos da Linha Art trabalham características como conforto térmico e maciez ao caminhar. Esses aspectos podem contribuir para a percepção de aconchego em ambientes de permanência prolongada, entre eles salas e quartos.
Outros padrões procuram aproximar textura e desenho. É o caso do Freijó Imperial e do Oásis, que utilizam microrrelevos acompanhando os veios da madeira. Dependendo da aplicação, esse recurso pode ampliar a percepção de autenticidade e tornar a experiência com a superfície mais imersiva.
“Pequenas variações de textura podem influenciar a percepção do ambiente ao longo do tempo, especialmente em espaços de uso cotidiano, onde o contato frequente com as superfícies contribui para a formação de memórias sensoriais associadas ao conforto e à previsibilidade ambiental”, finaliza Crízel.
Além das características táteis, a neuroarquitetura considera a continuidade visual entre diferentes superfícies como um fator capaz de favorecer uma leitura mais fluida dos espaços.
Nesse sentido, a integração entre pisos e painéis com padrões semelhantes pode reforçar a unidade visual do projeto. O Freijó Imperial, por exemplo, está presente tanto em pisos da Durafloor quanto em painéis da Duratex, permitindo continuidade entre diferentes elementos do ambiente.
Postado por Júlia Magalhães em 03/ago/2026 -
A madeira na decoração ganha espaço em projetos residenciais que buscam ampliar a sensação de conforto durante o inverno. Aplicado em pisos, forros, portas, esquadrias e áreas externas, o material também contribui para aproximar os ambientes dos elementos naturais.
Além do aspecto visual, a madeira apresenta propriedades de isolamento térmico. Por isso, sua utilização pode reduzir a sensação de superfícies frias e favorecer ambientes mais acolhedores, sobretudo em áreas destinadas ao descanso e à convivência.
Segundo o especialista em madeiras e sócio da Madel, Adel Arabi, as diferentes aplicações devem considerar as características e as necessidades de cada projeto. “Quando pensamos em revestimentos de madeira, não estamos falando apenas de estética. A madeira é um isolante térmico natural e cada aplicação pode valorizar um aspecto diferente do projeto, seja melhorar a sensação de conforto, destacar a iluminação, integrar ambientes ou criar uma conexão maior com a natureza”, explica.
A seguir, o especialista apresenta cinco possibilidades de uso da madeira em diferentes áreas da residência.
Na sala de estar, o forro de madeira pode ser usado para criar profundidade e destacar o projeto de iluminação. Além disso, a superfície aquece visualmente o ambiente e permite a instalação de recursos como perfis de LED, spots embutidos e iluminação indireta.
A combinação entre a tonalidade da madeira e a luz também interfere na percepção do espaço. Assim, o forro pode assumir uma função decorativa sem comprometer a organização ou a funcionalidade do ambiente.
“O forro cria uma sensação de aconchego imediata e ainda potencializa a iluminação, deixando a sala mais confortável tanto durante o dia quanto à noite”, afirma Arabi.
Nos dormitórios, a madeira pode ser aplicada no piso para reduzir a sensação de frio ao caminhar descalço. A propriedade de isolamento térmico do material torna essa escolha especialmente adequada aos espaços voltados ao repouso.
Visualmente, o piso de madeira também favorece composições acolhedoras. Dependendo da tonalidade, do formato das réguas e do acabamento, pode ser incorporado tanto a projetos clássicos quanto a propostas contemporâneas.
“Por ser um isolante térmico natural, a madeira oferece uma sensação de conforto que poucos materiais conseguem proporcionar. Isso faz toda a diferença em ambientes voltados ao descanso”, comenta o especialista.
Em cozinhas integradas às salas de estar ou de jantar, pisos de madeira e revestimentos amadeirados ajudam a estabelecer continuidade visual. Dessa maneira, os espaços mantêm uma linguagem comum e uma transição mais equilibrada entre as áreas.
Entretanto, a aplicação exige atenção à espécie, ao acabamento e às condições de uso. Em ambientes sujeitos à circulação intensa, umidade e contato com resíduos, a especificação correta influencia diretamente a resistência e a durabilidade do material.
“Hoje existem soluções que permitem utilizar madeira em cozinhas sem abrir mão da funcionalidade. O segredo está na especificação correta para cada tipo de uso”, ressalta Arabi.
Na área gourmet, a madeira pode aparecer em decks, painéis ripados e forros. Esses elementos ajudam a delimitar os espaços, reforçam a integração com os demais ambientes da residência e favorecem uma atmosfera voltada à convivência.
Os painéis podem ser usados em paredes, bancadas ou divisórias. Já os forros contribuem para a unidade visual do projeto, enquanto os decks organizam áreas abertas ou semifechadas destinadas a receber familiares e convidados.
“Os decks em madeira valorizam os espaços de convivência e criam uma atmosfera mais acolhedora. Já os painéis e forros trazem sofisticação e ajudam a integrar o projeto com o restante da casa”, explica o especialista.
Nas varandas e áreas externas, as aplicações incluem decks, brises, forros e esquadrias. A presença da madeira favorece uma transição visual mais natural entre o interior da residência e espaços como jardins, piscinas e áreas de lazer.
Além da função estética, alguns desses elementos contribuem para o desempenho do projeto. Os brises, por exemplo, auxiliam no controle da entrada de luz solar. As esquadrias, por sua vez, integram portas e janelas à identidade arquitetônica do imóvel.
Entretanto, a madeira utilizada em áreas externas precisa ser escolhida de acordo com a exposição ao sol, à chuva e às variações de temperatura. Tratamentos, instalação e manutenção também devem ser considerados para preservar a durabilidade.
“Os brises ajudam no controle da incidência solar, enquanto os decks transformam áreas de lazer em espaços muito mais acolhedores. Já as esquadrias e os forros em madeira reforçam a identidade do projeto e proporcionam um acabamento sofisticado”, afirma Arabi.
Para o especialista, a versatilidade está entre os principais fatores que explicam a presença da madeira na decoração. O material pode cumprir diferentes funções dentro do projeto, desde o revestimento de superfícies até o controle da luminosidade e a integração dos ambientes.
“A madeira não é apenas um acabamento. Além da beleza e da durabilidade, ela atua como um isolante térmico natural, melhora a percepção dos espaços e contribui para o conforto de quem vive a casa. Quando bem especificada, é um investimento que une estética, funcionalidade e desempenho”, conclui.
Postado por Júlia Magalhães em 24/jun/2026 -
Cria um quarto confortável vai muito além da decoração. O ambiente influencia descanso, qualidade do sono e sensação de bem-estar dentro de casa. Por isso, escolhas relacionadas à iluminação, móveis e organização fazem diferença na rotina.
Nos últimos anos, os quartos passaram a assumir múltiplas funções. Além do descanso, muitas pessoas utilizam o espaço para leitura, trabalho e momentos de relaxamento.
Criar um ambiente equilibrado ajuda a tornar o cômodo mais funcional e acolhedor.
Tons muito fortes podem causar excesso de estímulo visual. Por isso, cores suaves continuam sendo as mais utilizadas em quartos.
Bege, off-white, verde claro, cinza suave e tons terrosos ajudam a transmitir calma e deixam o ambiente mais agradável.
A iluminação influencia diretamente na sensação de conforto. Luzes quentes e indiretas costumam deixar o quarto mais aconchegante.
Abajures, luminárias laterais e fitas de LED aparecem como alternativas simples para criar um clima mais relaxante.
Quartos organizados costumam transmitir sensação maior de conforto. O excesso de objetos, roupas expostas e móveis acumulados pode gerar desconforto visual.
Por isso, móveis com espaço interno e soluções organizacionais ajudam bastante no dia a dia.
Roupas de cama, mantas, tapetes e cortinas ajudam a deixar o ambiente mais acolhedor. Misturar texturas naturais é uma forma simples de criar sensação de conforto sem exageros.
Linho, algodão e tricô seguem entre os materiais mais usados na decoração de quartos.
Ambientes muito carregados visualmente tendem a cansar mais rápido. Em quartos, a tendência atual privilegia decoração mais leve, funcional e equilibrada.
O objetivo é criar espaços que transmitam tranquilidade e bem-estar.
Postado por Júlia Magalhães em 17/jun/2026 -
Uma sala pequena pode parecer maior e mais confortável com algumas escolhas estratégicas. A combinação entre móveis proporcionais, iluminação adequada e organização ajuda a transformar completamente o ambiente.
Hoje, muitos apartamentos possuem salas integradas e compactas. Por isso, funcionalidade e aproveitamento inteligente dos espaços se tornaram prioridades nos projetos de interiores.
Pequenas mudanças já conseguem melhorar circulação e sensação de amplitude.
Um dos erros mais comuns em salas pequenas é o excesso de móveis grandes. Sofás muito robustos e racks profundos podem comprometer a circulação.
O ideal é buscar peças proporcionais ao ambiente, com design mais leve e linhas simples.
Espelhos continuam entre os recursos mais usados para ampliar ambientes pequenos. Quando bem posicionados, ajudam a refletir luz e aumentam a sensação de profundidade.
O efeito costuma funcionar ainda melhor em salas com boa iluminação natural.
Cores claras continuam sendo aliadas importantes em espaços compactos. Branco, areia, cinza claro e off-white deixam a sala mais leve visualmente.
Isso não significa abandonar personalidade. Almofadas, quadros e objetos decorativos ajudam a inserir cor sem sobrecarregar o ambiente.
A iluminação correta ajuda a deixar a sala mais confortável e sofisticada. Além da luz principal, luminárias laterais e luz indireta ajudam a criar sensação de aconchego.
Durante a noite, ambientes com iluminação mais quente costumam transmitir maior conforto visual.
Manter a sala organizada faz diferença em ambientes compactos. Nichos, painéis e móveis com compartimentos internos ajudam a reduzir excesso de objetos aparentes.
Quanto mais livre estiver a circulação, maior será a sensação de espaço dentro da sala.
Postado por Júlia Magalhães em 10/jun/2026 -
Cozinha pequena exige escolhas inteligentes. Com ambientes cada vez mais compactos, principalmente em apartamentos, aproveitar bem cada espaço virou prioridade para quem busca praticidade no dia a dia sem abrir mão da estética.
A boa notícia é que algumas mudanças simples já ajudam a melhorar circulação, organização e conforto visual. O segredo está na combinação entre móveis funcionais, boa iluminação e soluções que otimizam o ambiente.
Além disso, cozinhas menores costumam transmitir sensação de acolhimento quando possuem layout equilibrado e poucos excessos visuais.
Tons claros ajudam a ampliar visualmente os ambientes. Branco, bege, cinza claro e areia continuam entre as escolhas mais usadas para cozinhas compactas.
Isso vale tanto para armários quanto para paredes e revestimentos. A iluminação natural também ganha mais destaque em ambientes claros, aumentando a sensação de amplitude.
Mesas retráteis, bancadas compactas e armários planejados fazem diferença em cozinhas pequenas. Móveis multifuncionais ajudam a aproveitar áreas pouco utilizadas e deixam o ambiente mais organizado.
Nichos e prateleiras também aparecem como alternativas práticas para armazenar utensílios sem comprometer a circulação.
Ambientes carregados costumam parecer menores. Por isso, manter organização e evitar acúmulo de objetos é fundamental.
Potes padronizados, divisórias internas e organizadores facilitam a rotina e ajudam a manter o espaço visualmente mais leve.
A iluminação interfere diretamente na funcionalidade da cozinha. Além da luz principal, vale investir em iluminação sob armários ou fitas de LED próximas à bancada.
Esses pontos ajudam nas tarefas diárias e deixam o ambiente mais agradável.
Mesmo em cozinhas modernas, elementos amadeirados continuam em alta. Eles ajudam a trazer sensação de conforto e equilibram ambientes muito frios visualmente.
A combinação entre madeira clara e tons neutros segue como uma das principais tendências para cozinhas compactas.
Postado por Júlia Magalhães em 03/jun/2026 -
Os móveis planejados se tornaram uma das escolhas mais comuns em projetos residenciais, principalmente em apartamentos menores. A possibilidade de aproveitar melhor os espaços e personalizar ambientes ajuda a explicar o crescimento desse tipo de solução nos últimos anos.
Além da estética, os consumidores passaram a buscar mais funcionalidade dentro de casa. Cozinhas integradas, quartos compactos e home offices aumentaram a procura por móveis sob medida.
Mesmo assim, antes de fechar um projeto, é importante entender vantagens, limitações e cuidados que podem evitar problemas futuros.
Uma das principais vantagens dos móveis planejados é o uso inteligente do espaço. Diferentemente dos móveis prontos, eles são desenvolvidos conforme as medidas do ambiente.
Isso permite aproveitar cantos, áreas pequenas e paredes inteiras, criando mais espaço de armazenamento e melhor circulação.
Em apartamentos compactos, essa característica costuma fazer bastante diferença na rotina.
Outra vantagem está na personalização. O consumidor consegue escolher acabamentos, cores, puxadores, divisões internas e formatos de acordo com o estilo da casa.
Essa flexibilidade ajuda a criar ambientes mais harmoniosos e alinhados à decoração.
Além disso, os projetos podem acompanhar necessidades específicas da família, como espaço para trabalho, estudos ou organização.
Nem todo móvel planejado possui a mesma qualidade. Por isso, é importante avaliar materiais, ferragens e acabamento antes da contratação.
MDF e MDP continuam entre os materiais mais usados no mercado, mas possuem características diferentes. Enquanto o MDF costuma permitir acabamentos mais sofisticados, o MDP apresenta boa resistência estrutural em algumas aplicações.
Também vale observar:
– espessura das chapas;
– qualidade dos trilhos;
– dobradiças;
– garantia;
– assistência pós-venda.
Ao contrário dos móveis prontos, projetos planejados exigem fabricação e instalação. Isso significa que os prazos podem variar bastante.
Antes da compra, o ideal é alinhar cronograma, etapas de montagem e possíveis ajustes finais. Reformas e atrasos na obra também podem impactar diretamente a instalação.
O custo costuma ser maior em comparação aos móveis convencionais. Ainda assim, muitas pessoas consideram o investimento vantajoso pelo aproveitamento do espaço e pela durabilidade do projeto.
A decisão depende principalmente da necessidade do ambiente, do orçamento disponível e do tempo que o morador pretende permanecer no imóvel.
Em muitos casos, móveis planejados ajudam a aumentar funcionalidade, organização e conforto dentro de casa.
Postado por Júlia Magalhães em 27/maio/2026 -
Decoração aconchegante não depende apenas de ambientes grandes ou projetos caros. Muitas vezes, pequenas mudanças já conseguem transformar completamente a sensação dentro de casa. A escolha das cores, dos tecidos, da iluminação e até da disposição dos móveis influencia diretamente no conforto visual e na sensação de bem-estar.
Nos últimos anos, a casa deixou de ser apenas um espaço funcional. Ela passou a representar descanso, acolhimento e personalidade. Por isso, ambientes mais quentes, naturais e confortáveis ganharam espaço entre as principais tendências de decoração.
A boa notícia é que não é preciso reformar tudo para deixar os cômodos mais agradáveis. Algumas escolhas simples ajudam a criar uma atmosfera mais confortável e equilibrada.
A iluminação faz diferença imediata na sensação do ambiente. Luzes muito fortes e brancas podem deixar os espaços frios e cansativos. Já luminárias, abajures e fitas de LED com temperatura mais quente ajudam a criar uma atmosfera mais acolhedora.
Além disso, vale investir em pontos de luz distribuídos pela casa. Isso evita sombras excessivas e cria uma sensação mais confortável durante a noite.
Almofadas, mantas, tapetes e cortinas ajudam a deixar a decoração mais aconchegante. Tecidos com textura natural, como linho, algodão e tricô, continuam em alta e combinam facilmente com diferentes estilos.
Outro ponto importante é o equilíbrio. Misturar texturas deixa o ambiente visualmente mais interessante sem exageros.
Cores neutras e terrosas continuam dominando projetos de interiores. Bege, areia, terracota, verde oliva e marrom ajudam a transmitir sensação de calma e conforto.
Esses tons também facilitam combinações com móveis de madeira e elementos naturais, tendência que permanece forte em 2026.
Casas menores exigem móveis mais inteligentes. Sofás compactos, mesas retráteis, nichos e móveis multifuncionais ajudam a otimizar os ambientes sem comprometer a decoração.
Além da funcionalidade, peças com design simples e acabamento natural ajudam a criar ambientes mais leves visualmente.
As plantas continuam entre os elementos mais usados na decoração residencial. Além do apelo estético, elas ajudam a trazer sensação de frescor e conexão com a natureza.
Espécies como jiboia, zamioculca e espada-de-são-jorge costumam ser boas opções para ambientes internos por exigirem manutenção simples.
Ambientes muito carregados visualmente costumam transmitir sensação de cansaço. Por isso, manter a organização é parte importante da decoração aconchegante.
Cestos, caixas organizadoras e móveis com espaço interno ajudam a manter a funcionalidade sem comprometer a estética da casa.
Postado por Júlia Magalhães em 28/jan/2026 -
Casas que reconhecem padrões, antecipam necessidades e tomam decisões de forma autônoma, as chamadas casas inteligentes, já fazem parte da realidade de milhares de brasileiros.
Segundo a IDC, o mercado de automação residencial cresce 30% ao ano no Brasil, índice superior à média global. A projeção da consultoria Mordor Intelligence é de que o setor movimente US$ 370,9 bilhões no mundo até o fim de 2025.
O especialista em automação de alto padrão, Lucas Souza de Freitas, afirma que a nova geração de sistemas não apenas executa comandos, mas aprende com os hábitos e ajusta a casa conforme o estilo de vida dos moradores. “A verdadeira inteligência está na análise de dados, permitindo uma experiência personalizada, proativa e eficiente”, explica.
Sensores e inteligência artificial permitem que a casa ajuste o ambiente antes mesmo da chegada. Temperatura, iluminação e até eletrodomésticos são ativados de forma autônoma, conforme padrões de uso e localização do usuário.
Geladeiras e outros equipamentos conectados conseguem identificar falhas antes que elas ocorram. Alertas de manutenção reduzem desperdícios e ampliam a segurança doméstica.
Mais que comandos de voz, os sistemas inteligentes registram e analisam comportamentos. Ajustes de iluminação, temperatura e som se adaptam ao cotidiano dos moradores, com precisão crescente.
O luxo da automação moderna está na naturalidade da experiência. Sensores, controles integrados e equipamentos embutidos geram conforto discreto e estética minimalista.
A tecnologia também atua na redução de impactos ambientais. Casas inteligentes otimizam o uso de água e energia, desligam sistemas automaticamente e programam funções conforme horários estratégicos. Reduções de até 40% no consumo são possíveis.
O crescimento acelerado ainda enfrenta limitações. Alto consumo energético, falta de integração entre fabricantes e escassez de mão de obra especializada são entraves para avanços mais amplos.
Freitas aponta que os próximos 15 anos serão definitivos na consolidação das casas inteligentes. “Estamos falando de uma mudança profunda no modo de viver. Tudo pode começar com uma simples notificação da geladeira, mas o impacto será estrutural”, conclui.
Postado por Júlia Magalhães em 21/jan/2026 -
Com a crescente demanda por praticidade e mobilidade urbana, os studios têm ganhado espaço no mercado imobiliário brasileiro. Segundo levantamento da FipeZap, os imóveis compactos apresentaram valorização de quase 8% nos últimos 12 meses, impulsionados pelo novo perfil das famílias e por investidores que buscam rentabilidade com locação.
Em meio a esse contexto, surge um desafio: como decorar metragens reduzidas de forma funcional e esteticamente leve? O arquiteto Osvaldo Segundo, responsável pelos interiores do empreendimento Versus, da Construtora CK, em Itajaí (SC), apresenta cinco orientações fundamentais para projetos de studios entre 34 m² e 43 m².
Antes de iniciar a decoração, é essencial analisar a planta baixa, os eixos de circulação e as rotinas dos moradores. “É importante entender como o espaço será usado, se a pessoa trabalha em casa, se recebe visitas e como circula pelo ambiente”, explica Osvaldo. Essa leitura permite distribuir os móveis de forma funcional e fluida.
Peças versáteis ganham protagonismo em imóveis compactos. Camas com baú, sofás-cama e mesas que servem tanto para refeições quanto para o trabalho são exemplos de soluções inteligentes. “A mesa ideal, por exemplo, deve ter pé central ou inclinado, para não comprometer a circulação”, recomenda o arquiteto.
Cores neutras, linhas contínuas e revestimentos suaves ajudam a ampliar visualmente os ambientes. A utilização de madeira clara e tons como branco, areia e cinza favorece a sensação de unidade. Iluminação indireta também é recurso essencial para gerar conforto e amplitude.
A divisão da iluminação em circuitos diferentes permite adaptar o ambiente conforme a função desejada. Luzes quentes, aplicadas em sancas, bancadas e cabeceiras, criam atmosfera aconchegante. Spots embutidos e pontos de luz em objetos decorativos completam o projeto.
Em studios, a marcenaria planejada é essencial para aproveitar todos os cantos do imóvel. Banheiros, cozinhas e áreas de serviço ganham funcionalidade com armários sob medida. “Morar em um imóvel compacto não significa abrir mão de conforto. Investir em um bom projeto faz toda a diferença”, afirma Osvaldo.
Com planejamento, cada metro quadrado pode ser valorizado. As dicas apresentadas são um caminho para transformar studios em espaços funcionais, organizados e esteticamente agradáveis.
Postado por Júlia Magalhães em 14/jan/2026 -
O dourado escovado, conhecido como brushed gold, tem ganhado espaço em projetos de banheiros e lavabos por combinar sofisticação e discrição. Com acabamento acetinado e reflexo suave, o tom se destaca em metais sanitários, chuveiros e acessórios, criando ambientes elegantes e acolhedores.
Segundo a designer de interiores da Lorenzetti, Veronica Monaci, o diferencial do brushed gold está na suavidade visual. “Ele não reflete tanto a luz como o dourado polido, o que resulta em uma aparência mais contemporânea e equilibrada”, explica.
Versátil, o acabamento combina com diferentes estilos de decoração e adiciona um tom quente aos espaços.
Para valorizar o dourado escovado, a recomendação é utilizar bases neutras. Paletas em branco, cinza, bege e off-white ajudam a destacar os metais com elegância. Revestimentos em mármore travertino ou quartzito ampliam a sensação de leveza.
Ambientes mais ousados também podem incorporar o brushed gold ao lado de tons escuros, como preto fosco, grafite ou verde. Essa composição gera contraste e imprime modernidade.

A linha da Lorenzetti apresenta diversas opções com acabamento brushed gold, como as torneiras e monocomandos Loren Neo, os acessórios Loren Trend e as duchas Loren Quadra. A proposta é criar continuidade visual e unidade estética nos projetos.
Para Monaci, o sucesso do acabamento está na dosagem. “O dourado escovado se destaca quando usado com intenção, criando pontos de luz e sofisticação, sem exageros”, conclui.