Postado por Thiago Rodrigo em 12/jan/2023 - 1 Comentário
Foi-se o tempo que o móvel tinha apenas duas cores (no caso chamados de padrões), mogno e marfim, para o revestimento. Atualmente, o setor moveleiro encontra uma enorme quantidade de opções (algumas parecidas, é verdade) de padrões para móveis.
As fabricantes de painéis de madeira (o material do qual o móvel é feito em substituição à madeira bruta), estudam, pesquisam, viajam e analisam as tendências. Isso além do que está em voga no mercado nacional e internacional. Com o propósito de oferecer as melhores soluções em padrões para móveis, sejam madeiras, unicolores, pedras, tecidos e fantasias.
– Madeira de demolição nos ambientes
Depois que elas ofertam seus painéis revestidos ao mercado moveleiro, resta às fábricas de móveis selecioná-las. As indústrias escolhem os padrões que melhores se encaixam em suas linhas de mobiliário, também olhando as necessidades dos consumidores.
Por isso, apresentamos o que algumas marcas fornecedoras de chapas (como também são chamados os painéis de madeira) têm comercializado, a possibilidade de combinação desses padrões e suas sugestões em padrões para móveis.

A Duratex é a maior fabricante de painéis de madeira do Brasil e trabalha com um portfólio diversificado. As tendências em padrões dos últimos anos têm sido incorporadas nos projetos de móveis, segundo a marca. Os destaques – entre os que não são commodities – são padrões inspirados nas pedras, tecidos, unicolores e madeiras.
Nas pedras, a Duratex tem tido alta procura por padrões que lembram os mármores como Portoro, Thassos, Orion e Calacata. Quanto aos que referenciam tecidos, Tramato, Yes e Nobile, com foco nos acabamentos internos, são mais buscados. Gepeto, Artesanal, Nogueira Caiena, Nogueira Thar, Metrópole, Freijó e Carvalho Batur têm sido bastante demandado entre os madeirados.

Na visão da Duratex, as pessoas estão buscando alegria, aconchego e delicadeza para seus ambientes e isso aumenta do uso da mescla de materiais, não só da madeira. Essas misturas de vários materiais são muito bem-vindas no mobiliário, pois proporciona resultados incríveis.
Um exemplo são as composições de madeira inspiradas em pedra, ao lado dos unicolores, que criam nas cozinhas espaços únicos e autênticos. Para os dormitórios, a Duratex sugere explorar a madeira com unicolores e/ou tecidos. Para as salas e áreas comerciais, a indústria pode ser mais ousada e trabalhar madeira, pedra e aço corten, por exemplo.
Com relação às necessidades das pessoas, a Eucatex enxerga que ela se dá por meio de preferências individuais e de personalização de ambientes. “Por não existir uma tendência única observamos uma decoração brasileira com predisposição a tonalidades médias, claras, menos acinzentadas, valorizando o efeito sensorial dos acabamentos, desenhos de tecidos e pedras”, diz a gerente da empresa, Andrea Krause.

Por outro lado, a leitura da fabricante Eucatex também está mais dirigida a ter padrões mais comerciais – como a coleção de lançamentos MDP e MDF Raízes –, além do crescimento das opções de unicolores para substituir o unicolor branco: padrões Arenas, Cinamon e Eucalipto. No design de interiores das futuras casas, com ambientes mais reduzidos, cores médias e claras ganham espaço.

O MDF branco, o cinza cristal e o bege, todos eles no acabamento texturizado, são os padrões mais consumidos da Sudati. De acordo com a empresa, a tendência é ter um local para morar que possa ser a nossa casa e ao mesmo tempo o local de trabalho, com conforto, sofisticação, tecnologia e beleza.

Isso ao propósito de locais cada vez mais compactos, com um apelo forte para a natureza e que comportam tudo o que é necessário para o bem morar. Isso faz com que padrões mais suaves, leves e que remetem ao natural, sejam os responsáveis pelo maior consumo de padrões.

Com a mistura de materiais nos móveis em alta, a combinação de padrões de diferentes materiais no móvel também aparece como desejo. Combinar madeira com metal, vidro, pedras, tecido, dá vida ao móvel e garante uma sensação de diferente e um ar de modernidade ao ambiente.

Desse modo, abriu-se ainda mais a possibilidade de ter padrões de MDF que diferem da tradicional madeira. Padrões com desenhos de tecidos, concreto, metal, híbridos que misturam diversos materiais e o mais recente em destaque foram as pedras.
Postado por Thiago Rodrigo em 29/dez/2022 -
A adoção do sistema home office (trabalho em casa) aumentou exponencialmente desde 2020, decorrente da pandemia do novo coronavírus. Ainda que a experiência não tenha sido previamente planejada, ela tem demonstrado resultados positivos, conforme divulgado no levantamento da SAP Consultoria em Recursos Humanos.
Pesquisa realizada com 500 empresas nacionais apontou que 46% utilizam o trabalho home office e 52% decidiram aderir em razão da pandemia. Do grupo que implantou o modelo no ano passado, 72% informaram que planejam dar continuidade à prática.
Diante desse cenário, funcionários e prestadores de serviços tiveram que encontrar soluções para adaptarem o ambiente profissional no espaço doméstico. A designer Ana Noronha, coordenadora do curso Técnico em Design de Interiores do Senac EAD, esclarece a importância de delimitar um cômodo da casa para as atividades laborais.
“Evite escolher a sala de jantar como mesa de trabalho. Ambientes de home office não precisam de muita sofisticação e os fatores que devem ter prioridade são conforto acústico, ergonomia e boa iluminação por reduzirem problemas de saúde. Escolha um local silencioso da casa, longe de distrações para montar o espaço de trabalho”, explica.
– A tecnologia que ampliou a qualidade do colchão
A docente sugere investimento em uma mesa com mínimo de 60 centímetros de profundidade, e 100 centímetros de comprimento, a fim de acomodar computador, teclado, monitor e mouse. Outro cuidado importante é o assento, por isso procure uma cadeira ergonômica, com bom apoio lombar, ajuste de braço e assento, com rodízio.
“Trabalhar várias horas sentado exige essa atenção com a saúde e postura. Fique atento ainda a uma boa iluminação, proximidade com janelas para circulação do ar e apoio de luzes artificiais, de forma a evitar ofuscamento”, pontua.
Em algumas situações, são identificadas dificuldades para conseguir uma boa iluminação e acesso a interruptores de energia elétrica. Por isso, Ana aponta alternativas com baixo investimento.
“As luminárias de mesa suprem problemas emergenciais, mas pode-se adotar a instalação de equipamentos sobrepostos no forro, como spots, plafon e trilhos, evitando a realização de obras. Em relação às entradas de energia, existem no mercado várias opções de multiplicadores e extensões de tomadas”, revela.
A especialista do Senac EAD destaca que o período de isolamento social da população está criando uma característica comportamental chamada ‘Efeito Casulo’.
“Todos estão mais voltados para suas casas, percebendo mais o seu habitat. A casa deixa de ser um espaço para dormir, relaxar e receber. Passa a ser o local em que realizamos todas as atividades da nossa rotina diária. Então, o pensamento coletivo é o seguinte: Já que estou tanto tempo neste espaço, preciso deixá-lo mais adequado às minhas necessidades. Minha satisfação é aqui, meu lar, meu casulo”, esclarece.
Essa atitude reflete diretamente no setor de material de construção, plantas ornamentais e mobiliário. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Iemi, houve aumento de 11,1% no volume de compras do setor de mobiliário em 2020.
“Com o crescimento do segmento varejista, crescem consequentemente a busca por profissionais de Design de Interiores. Afinal, esses especialistas saberão traduzir os desejos e as necessidades dos usuários, aproveitando cada cantinho da casa, da melhor forma possível”, reforça a docente.
Ana Noronha elencou algumas dicas para auxiliar as pessoas interessadas em criar um espaço aconchegante de home office:
Postado por Thiago Rodrigo em 22/dez/2022 - 1 Comentário
Cada vez mais presente em projetos arquitetônicos, a madeira de demolição carrega consigo uma beleza natural, que pode estar presente tanto em ambientes internos quanto externos. Sua origem provém da demolição de vigas e assoalhos de antigas casas, galpões e edifícios ou até mesmo longínquos trilhos de trem, postes de madeira e móveis produzidos em um passado distante. Com anos de história e resistência, junto com a estética o novo uso se configura como um emprego ecologicamente correto.
“A beleza dos veios e ranhuras, combinada com a antiguidade da madeira é um ponto bastante positivo em termos práticos, já que com o tempo ela deixa de ressecar, empenar e envergar. A madeira de demolição também se destaca pela resistência a cupins e intempéries. Ela se fortaleceu com o tempo”, explica a arquiteta Isabella Nalon, à frente do escritório que leva o seu nome.
– O modelo ideal de cabeceira de cama
Ela ainda destaca a questão do estilo único, haja vista nenhuma peça é igual à outra. “Além da singularidade de um material natural, o desgaste sofrido por conta do tempo e as marcas deixadas pelos pregos nos faz admirar a estética. Se torna arte!”, complementa.
Para quem, como ela, aprecia a madeira de demolição, Isabella elencou os passos que segue em seus projetos desde a compra, cuidados e onde instalar.
A madeira de demolição é dividida em duas categorias. As tábuas, geralmente provenientes da estrutura de telhados e com a forma achatada e retangular, são empregadas para o revestimento de pisos e paredes. Já as peças são indicadas para as colunas da obra.
Em sua maioria, trata-se de madeiras de lei como peroba, ipê, jacarandá, carvalho e angelim, sendo que a mais comercializada atualmente é a de peroba rosa, matéria-prima proveniente do Sul do País. Mas a aquisição dessa madeira requer cuidados, segundo explica a profissional:
“Com a alta procura pelo material, existe uma oferta de madeiras novas, com aparência de desgastadas, e que são vendidas como demolição. Há de se observar com atenção para não comprar um material falsificado e sem esse conceito sustentável”.
– Móveis de acordo com o comportamento das pessoas
Então, antes de fazer a compra, é importante averiguar se essa venda é legalmente autorizada. Algumas lojas especializadas possuem certificados de venda e extração de madeira de demolição, garantindo sua procedência.
“Uma maneira eficaz de evitar essa fraude é solicitar a comprovação da autenticidade. Podemos pedir para visitar o estoque e observar o estado original das tábuas, que devem chegar com pregos, marcas e vestígios de tinta”, relata Isabella Nalon.
A madeira de demolição também pode estar presente nos móveis, com os traços que nos conectam ao décor de outrora. Na varanda, a arquiteta Isabella Nalon promoveu essa combinação com a material presente na parede da varanda | Foto: Julia Herman
A madeira de demolição vai muito bem em ambientes com uma proposta de decoração mais rústica, sendo comum encontrarmos peças como mesas de jantar, aparadores e cristaleiras. Em linhas gerais, contam com uma pintura desgastada, deixando o móvel com a aparência ainda mais rudimentar. Todavia, vale lembrar que esses traços não são exclusivos de um décor mais bucólico.
“Quando pensamos em madeira de demolição, nos vêm à cabeça móveis de madeira nobre e pesada, que nos remetem ao campo, às fazendas e um clima de aconchego e acolhimento, afinal os itens de madeira são, em sua maioria, escuros e quentes”, ressalta a arquiteta.
– Móveis rústicos no décor urbano
Em um equilíbrio e com um toque mais contemporâneo, os móveis e a madeira de demolição combinam muito bem em projetos modernos, dando um contraste interessante e de personalidade aos ambientes. Nessa proposta, o segredo é saber trabalhar a harmonia e utilizar a luz a seu favor. Para não carregar o ambiente e trazer um toque mais leve, o recomendado é investir em contrastes de móveis e tecidos.
Também é possível optar por uma decoração moderna com toques rústicos, ou uma decoração campesina, com toques modernos. “Manter a mesma proporção para ambos pode pesar o ambiente e até mesmo anular a presença de cada um dos estilos decorativos”, explica Isabella.
Na sala de jantar, pode ser adotada em mesas, piso e paredes. Já na sala de estar, por exemplo, pode-se utilizá-la em um painel de TV mais charmoso, um aparador ou um banco de madeira de demolição. Em paredes, servem de moldura para espelhos e buffets.
Além da sala, a madeira de demolição pode marcar presença na cozinha como revestimento de pias e balcões, contrastando com outras matérias primas como pedras de granito e mármore, garantindo uma personalidade única ao espaço.
“Considero muito primoroso o emprego da madeira de demolição no banheiro. Embora seja mais resistente à água, precisamos nos atentar ao tratamento com verniz para a impermeabilização da peça”, conta Isabella. Ao longo dos anos, é importante ter em mente a necessidade de retoques de impermeabilizante para prolongar a vida da peça.
Já as madeiras provenientes de trilhos de trem e postes de iluminação só podem ser utilizadas em áreas externas. O cuidado se justifica pela uma grande chance de estarem impregnadas com creosoto, um produto tóxico que costumava ser aplicado na madeira para aumentar a sua durabilidade.
Não existe uma limitação para o uso de móveis rústicos e o mercado dispõe de uma infinidade de peças como bancos, mesas, cadeiras, camas, armários para quarto e para sala, cômodas, criados, aparadores, espelhos e muitos outros. Isabella preparou algumas orientações de como incluir no projeto de interiores:
É preciso ficar atento e realizar uma manutenção preventiva, limpando e verificando a qualidade das peças de tempos em tempos para não comprometer a durabilidade.
A limpeza da madeira de demolição é feita com máquinas de água de alta pressão. Após estarem secas, as tábuas precisam ser aplainadas para ficarem com a mesma espessura. Depois, são cortadas lateralmente para receber encaixes, se necessário. Após a preparação, a madeira precisa ser protegida contra a umidade com a aplicação de cera ou verniz, podendo ser brilhante ou fosco, a depender do resultado estético pretendido.
“Dou preferência para ceras à base de água, que não manchem com o contato de água e dispensam o uso de enceradeira. Na versão fosca, ainda preservam o aspecto natural da madeira”, complementa Isabella. Depois de aplicada deve-se tomar cuidado com a exposição à luz do sol e a artificial, que podem danificar o material.
No dia a dia, deve-se evitar o contato com a água – mesmo o pano molhado manuseado em pisos. Depois de varrer e aspirar o pó, deve-se, no máximo, passar um pano levemente único, praticamente seco.
Postado por Thiago Rodrigo em 15/dez/2022 -
Com diferentes tipos e acabamentos de mármore, quartzito e granito, é possível ter mobiliário em rochas naturais. Sim! Em algum momento você já pensou nesta possibilidade? Há diferentes marcas que fornecem este tipo de produto. Uma delas é a Brasigran, empresa de revestimentos em pedra natural, que conta com uma nova linha de mobiliários em rocha maciça.
A marca tem banheira, cubas, sofá e bancos. “Esses mobiliários em pedra maciça são o ponto alto de qualquer ambiente. Isso porque demonstram a imponência da rocha natural. Só a banheira, que possui 1,75 m x 85 cm x 62 cm, precisou de 136 horas de processamento na máquina e mais 128 horas de manuseio artesanal para acabamento”, explica Renata Malenza, diretora de marketing do grupo.
Primeiramente, a banheira oval em Mármore Raffaello, com tons predominantes de branco e cinza claro em seus cristais muito finos, tem beleza singular. Sua elegância nasce da combinação de seus tons com o movimento fluído de seus veios em cinza chumbo.
Sua resistência é proveniente da recristalização de uma mesma rocha. Ideal para qualquer tipo de projeto, áreas internas e externas, além de peças de design, o quartzito aceita os acabamentos polido, levigado, escovado e jateado.

Em segundo lugar, o sofá maciço em quartzito Emerald Green tem sua estrutura irregular somada a seus tons esverdeados criam uma conexão singular de delicadeza e fluidez orgânica.

O Quartzito Moulin Rouge é exótico com cores exuberantes possui combinação única entre a predominância bordô e seus veios verdes transformando peças e ambientes em verdadeiras obras de arte exclusivas e nobres. Assim como alguém que usa uma joia rara, os projetos com este quartzito destacam-se em ousadia e autenticidade.

Por sua vez, o Cuba em Quartzito Via Appia, é feito em tons terrosos marcantes e conta em seus seixos o leito de um rio de milhões de anos, do centro oeste brasileiro. Ademais, suas formas arredondadas são o resultado da erosão por água que criou seu formato naturalmente exclusivo.

De acordo com a Brasigran, é ideal para qualquer tipo de projeto, tanto para áreas internas como externas e peças de design, o quartzito aceita os acabamentos polido, levigado, escovado e jateado.
Por último, a Cuba em Quartzito Emerald Green tem sua estrutura irregular somada a seus tons esverdeados criam uma conexão singular de delicadeza e fluidez orgânica.

Postado por Thiago Rodrigo em 08/dez/2022 - 1 Comentário
Box, louças sanitárias, armários e metais: além desses itens, a bancada figura como outro recurso essencial para os projetos de banheiro e lavabos. Responsável por organizar o essencial e trazer funcionalidade ao apoiar a cuba, torneira, peças decorativas e itens pessoais – o que seria de nós sem um lugar para apoiar a escova de dentes ou de cabelo? –, o material deve compor com o mobiliário, bem como oferecer durabilidade e segurança.
Com um amplo portfólio de materiais, aos moradores pode pairar a dúvida sobre qual deles escolher, analisando características que vão muito além da aparência. Por isso, a arquiteta Andrea Camillo, à frente do seu escritório, desmistifica essa peça de grande peso – tanto com relação à sua estrutura, utilidade e o conjunto no décor. Acompanhe!
Pedras naturais: granito, mármore e limestone são algumas das mais empregadas nos projetos de banheiros e lavabos. Entretanto, ao mesmo tempo que são clássicas e elegantes, requerem cuidado por serem porosos e menos resistentes a riscos, manchas e arranhões. Para resolver a questão, a Andrea Camillo não abre mão da impermeabilização como maneira de preservar seu brilho e aumentar a durabilidade.
Pedras sintéticas: se configuram como materiais menos permeáveis e mais resistentes – no caso do porcelanato, um dos elementos mais empregados. “No passado, era muito mais usual trabalharmos com mármores e granitos. Todavia, com o tempo o material industrializado foi ganhando força por conta da sua variedade e especificações técnicas”, relaciona a arquiteta, que ainda considera a longevidade dos produtos, facilidade de manutenção e preços mais compatíveis com o orçamento dos moradores. “Também gosto muito do quartzo, que oferece uma aparência charmosa e atemporal aos ambientes”, acrescenta.

Nanoglass: é outro acabamento que figura na lista, produzido a partir de uma combinação entre resina e pó de vidro, torna as bancadas extremamente resistentes. Outra opção é o silestone: resultado da mistura entre quartzo natural com resina de poliéster, oferece mais de 70 possibilidades de cores que remetem ao limestone.
Madeira: porosa, apresenta um desempenho menor no quesito resistência. Mesmo assim, seus diferentes tons são capazes de dar um toque rústico e aconchegante ao ambiente, caso esse seja o objetivo do projeto arquitetônico.
Vidro: o material orna perfeitamente com banheiros úmidos ou que tem o uso frequente da torneira. O motivo: por ser quase 100% impermeabilizado, não sofre alterações, como outros materiais, além de adicionar transparência e leveza ao cômodo. Longevidade, impermeabilidade e a fácil limpeza são outras grandes vantagens desse tipo de tampo que é contemplado nos projetos em diversos tamanhos, formatos e espessuras.
Concreto ou cimento queimado: pouco requisitado em função do seu alto custo, são duráveis, de alta resistência e um aspecto moderno e industrial.
A arquiteta Andrea Camila relaciona outras questões para se conhecer sobre as bancadas.

O primeiro passo é reunir todas as medidas do ambiente e estudar – prudência que mitiga o risco de excessos ou prejuízos de circulação após a instalação. Como referência padrão, as cubas esculpidas ou embutidas no tampo devem ser instaladas a 90 cm do chão, enquanto as cubas de apoio, a aproximadamente 85cm. Porém, cada ambiente é único, singular e precisa atender as necessidades de cada morador.
Segundo Andrea, é fundamental considerar as individualidades do ambiente, além dos gostos e preferências do cliente. “No lavabo, costumo adotar o emprego de pedras naturais, uma vez que a incidência de umidade nesse ambiente é muito menor. Já nos banheiros de uso diário, o ideal é especificar produtos industrializados, como os quartzos, que são menos porosos e de simples manutenção”, completa.
Seguindo a linha de materiais propícios para cada tipo de ambiente, o porcelanato e o quartzo são alguns dos preferidos, tanto em função da variedade de estampas, assim como seu baixo nível de absorção de água.
Depois de uma verificação profusa, no que diz respeito ao décor a arquiteta sugere brincar com os formatos e materiais complementares. “Também é interessante ousar. Podemos misturar cores, texturas, estilos e materiais nas bancadas de banheiro”, indica.

Na rotina do dia a dia, os moradores precisam seguir as recomendações condizentes com cada material. Para as bancadas de madeira, um pano úmido, preferencialmente que não solte fiapos, envolvido com água morna e uma quantidade pequena de sabão, resolve com eficácia.
Para evitar manchas nas pedras naturais, a arquiteta sugere o uso de produtos neutros aplicados com panos macios ou esponjas. No que diz respeito às pedras sintéticas, o morador conta com uma gama maior de opções limpadores. Já com relação ao quartzo, a combinação de água e detergente costuma ser eficaz, mas em casos de sujeiras mais difíceis, o sapólio líquido pode ser considerado. Ainda assim, Andrea ressalta a necessidade de sempre verificar as indicações dos fabricantes.
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e com especialização em Sustentabilidade pela Polytechnic University of Catalonia, Andrea Camillo construiu sua carreira junto com sua história familiar, iniciando-se no mundo do trabalho em uma parceria cheia de complementaridades com o trabalho de seu pai, na construtora Piave.
Acompanhando obras desde o início, logo ganhou conhecimento e autonomia para construir seu próprio caminho na arquitetura. Adicionou, assim, ao conhecimento das obras de construção civil um profundo mergulho em projetos de reformas e interiores, tanto para clientes residenciais quanto comerciais, encontrando sua assinatura pessoal.
Focada no atendimento durante e pós-obra, gosta da relação de confiança que constrói com seus clientes. Com extremo cuidado nos detalhes, afina seu olhar estético e funcional na escolha de materiais, cores e texturas, a fim de viabilizar conceitos claros em projetos sustentáveis – tanto para o meio ambiente quanto para o orçamento de cada projeto.
Postado por Thiago Rodrigo em 12/set/2022 - 1 Comentário
Com espaços cada vez menores, os móveis multiuso são os novos queridinhos. Há anos eles estão no mercado – a exemplo do sofá-cama, que já foi sonho de muitos consumidores.
Hoje, os móveis multiuso estão disponíveis para o mobiliário de basicamente todos os ambientes, desde os sofás-baú, cadeiras empilháveis e bancos que se transformam em mesas.
Versatilidade, modernidade e funcionalidade são algumas das suas principais vantagens, uma vez que aquele canto inutilizado ou até mesmo um ambiente compacto ganham utilidade e contribuem para a decoração e organização no dia a dia.
“Com o passar dos anos, as necessidades do lar podem mudar. Além disso, para muitas pessoas, economizar espaço dentro de casa tornou-se uma necessidade. Durante a pandemia, por exemplo, o quarto acumulou uma nova função em muitos lares, como escritório para o trabalho remoto. Diante de todas as necessidades da vida moderna, os móveis multifuncionais se consolidaram nos últimos anos como uma realidade e vêm ganhando cada vez mais adeptos”, afirma Pamela Paz, fundadora e CEO da Tuim, primeira empresa de móveis residenciais por assinatura do Brasil.
– Banquetas altas, qual a melhor escolha?
Além da otimização dos espaços, os móveis multiuso podem evitar reformas ao trazer novas possibilidades criativas para aproveitar os ambientes da casa de maneiras diferentes.
Sendo assim, o uso inteligente do espaço disponível é uma das principais vantagens deste mobiliário. Funcionalidade e conforto são tendências para este ano, por isso a executiva listou algumas opções de móveis multiuso que combinam com a decoração de lares de todos os tamanhos e estilos.
Há algumas décadas, o sofá-cama era uma grande novidade, entretanto, hoje o item é mais comum do que imaginamos e integra a decoração de muitos lares.
Considerado a melhor opção para uma noite de sono confortável tanto para os hóspedes, como para os próprios moradores na hora de acompanhar seus programas e filmes preferidos.

O nicho é um excelente exemplo de móvel coringa para compor a decoração de qualquer ambiente. Ele é útil desde o quarto, substituindo o aparador, na sala para disposição dos livros e fotos, ou até mesmo no banheiro para guardar utensílios de higiene e cosméticos.
Os nichos são versáteis, práticos e bonitos para compor a decoração do lar, alguns possuem prateleiras e gavetas.

Antigamente as estantes possuíam uma única função: suporte para televisores. Porém, atualmente esta peça é fundamental para a decoração das salas. Cada vez mais modernas, elas ganharam inclusive uma nova maneira de uso e tornaram-se divisórias para ambientes. Esta opção é ótima principalmente para quem quer decorar a sala de jantar ou para quem mora em um flat, por exemplo.
Os armários são essenciais para garantir eficiência ao lar, afinal podem ser usados em todos os cômodos. Há apenas uma ressalva: eles precisam integrar o ambiente, sem destoar da decoração.
Usados, sobretudo, na cozinha, além de serem úteis para guardar alimentos e utensílios domésticos, eles podem se transformar em uma pequena mesa para as refeições ou até mesmo preparo dos alimentos.
Postado por Thiago Rodrigo em 17/ago/2022 -
Diante da infinidade de modelos com variações de tamanhos, materiais, cores, texturas, pode parecer complicado selecionar o conjunto ideal para seu projeto, imagina só as cadeiras. Quando se trata de um ambiente integrado, como a conexão entre living, sala de TV e jantar, o desafio parece ainda maior tendo em vista que a composição deve ser condizente com a arquitetura de interiores como um todo.
Pensando em tornar esta escolha mais fácil, a Sier – empresa especializada em mobiliário de alto padrão, com sede em Ubá, Zona da Mata mineira – apresenta algumas orientações sobre cadeiras a partir de sua experiência de mais de 30 anos no segmento, discorrendo a seguir sobre medidas, ergonomia, materiais e outras características que devem ser levadas em conta na escolha da peça adequada para cada espaço.
“As cadeiras tendem a ser grandes protagonistas nos ambientes. Afinal, estão sempre presentes nas reuniões em família e nas confraternizações entre amigos”, observa Carlos Reis, designer e gerente do Estúdio Sier de Design.

Os principais fatores que primeiro influenciam a escolha das cadeiras são, em geral, o gosto pessoal e o estilo de vida dos moradores. Afinal, além de um desenho atraente, as peças devem fazer sentido para suas necessidades específicas, para o tipo do ambiente e as características da arquitetura em que estão inseridas. Mas como estabelecer o modelo ideal, tendo em vista as particularidades de cada espaço?
Em cozinhas e espaços gourmet, ambientes que costumam ter uso intenso e exposição a alimentos, gorduras e líquidos, na opção de cadeiras estofadas é importante escolher revestimentos de fácil manutenção. “Sempre recomendamos materiais com menor absorção de água e que sejam mais simples de limpar. Em um espaço que pede uma cadeira leve e prática, tecidos frágeis não são indicados”, informa Carlos Reis.
Para salas de jantar, em linhas gerais, a Sier recomenda atenção à inclinação do encosto pois, se for muito inclinado para trás, tende a induzir uma postura desconfortável à mesa.
Já em escritórios corporativos ou home office, rodízios e apoios de braços são itens indispensáveis para as cadeiras. Nos cantos devotados à leitura, peças de dimensões mais generosas acolhem o leitor para momentos aprazíveis. Mas as cadeiras não estão restritas a esses ambientes. Dormitórios e closets também podem contar com uma alternativa como apoio para o momento de vestir-se ou para uma pausa no dia a dia.

No que se refere as questões ergonômicas é preciso observar as medidas, os contornos da peça e, nas cadeiras, especialmente o ângulo entre o encosto e o assento. Não basta um bom acolchoamento e revestimentos nobres. Há cadeiras que, mesmo produzidas integralmente em madeira, oferecem conforto aprimorado graças à sua ergonomia bem desenhada. É preciso estar atento a isto, pois camadas generosas de espuma não são sinônimo de conforto verdadeiro.
Uma cadeira com ergonomia ruim pode ocasionar problemas frequentes no uso, tais como dificultar o apoio dos pés no chão (no caso do assento ser muito alto) e má postura. Pensando nisso, a Sier segue as orientações de órgãos especializados que ditam as especificações adequadas.
Uma vez que os móveis são produzidos em escala industrial, é necessário adotar os dados antropométricos médios característicos da população brasileira para determinar os parâmetros construtivos das cadeiras. “No entanto, como pode haver variações de medidas a cada modelo, sugerimos que o cliente experimente a peça antes de comprá-la, pois, as dimensões podem influenciar diretamente no conforto dependendo da estatura da pessoa”, orienta Carlos Reis.

Quanto às medidas, em linhas gerais, os assentos podem variar entre 46 e 48 cm de altura, 48 a 50 cm de largura e 43 a 44 cm de profundidade. Já a altura do encosto da cadeira é relativa e depende do design proposto. “Antigamente usava-se espaldares mais altos, entre 1 m e 1,10m de altura total. Hoje isso mudou e, em geral, os tamanhos variam entre 78 cm e 90 cm de altura total”, explica Carlos.
Falando em tendências do mundo do design, os tecidos com texturas – que convidam ao toque –estão em alta e, em geral, contam com a suavidade das cores claras para acentuar seu estilo. Seguindo a mesma premissa, madeiras em tonalidades claras também estão em evidência, como é o caso do padrão Névoa, com efeito dessaturado, lançado recentemente pela Sier na coleção Despertar. A presença de acabamentos refinados, como telas e detalhes em metal, também é uma forte tendência que valoriza as peças.

Para conservar as cadeiras sempre bonitas, a Sier indica observar cada material em seus componentes. Em linhas gerais, produtos com álcool ou solventes químicos devem ser evitados, pois podem provocar manchas irreversíveis nos móveis. Em casos de sujeiras mais difíceis, recomenda-se consultar um profissional para evitar danos permanentes.
Em cadeiras de madeira, indica-se usar uma flanela para tirar a poeira. Eventualmente, pode-se aplicar um pano ligeiramente umedecido, secando muito bem em seguida. Já para os tecidos que revestem o estofado e encosto, há modelos que contam com acabamento impermeável, que facilita a manutenção. Tecidos que absorvem muita sujeira merecem cuidados especiais para não manchar e não danificar com a própria limpeza.
– Soluções madeiradas para a casa
Como revestimento, o couro necessita apenas de flanela para tirar poeira. Em alguns casos, um pano ligeiramente umedecido também pode ser considerado. Em cadeiras com encosto em tela, a sugestão é que se remova a poeira com espanador. Um pincel macio de fibras naturais é muito bem-vindo para os detalhes, tomando cuidado para não repuxar os fios.
O Estúdio Sier de Design conjuga um time de designers especializados e profissionais forjados essencialmente no chão de fábrica, portanto, conhecedores da boa marcenaria. Em cada peça, além de linhas inovadoras, busca-se sempre a excelência da ergonomia, com testes rigorosos e a cuidadosa elaboração de todos os detalhes. Lançados em coleções anuais exclusivas, os produtos da marca são reconhecidos pela autenticidade, elegância atemporal e extremo conforto.
Postado por Thiago Rodrigo em 02/jun/2022 - 1 Comentário
Imagem de destaque: projeto Suelen Parizoto e foto de Eduardo Macarios
Com a chegada das temperaturas mais frias, a casa assume papel de protagonista e torna-se ainda mais um espaço de refúgio e acolhimento. Afinal, nada melhor do que aproveitar os dias mais gelados para relaxar no conforto do lar. Assistir um filminho no final de semana, reunir amigos para uma boa conversa e tomar chocolate quente são apenas algumas das opções para quem quer aproveitar cada cantinho.
– Como escolher o melhor puxador para o móvel
Dentre os inúmeros elementos que podem ampliar a sensação de aconchego nessa época, os painéis de MDF madeirado surgem como uma opção ideal para cumprir essa função. Trazem os tons quentes dos amadeirados para dentro de casa, proporcionam um acabamento perfeito e agregam praticidade na hora da manutenção.

Para quem deseja ter o MDF como protagonista do ambiente, é possível apostar no revestimento das paredes ao teto. Ideal para receber, esta sala de jantar projetada pela designer Cristina da Luz, conta com o madeirado Corazzi, da Sudati, para transformar o espaço em local que transpira aconchego e conforto.

O cômodo mais relaxante da casa merece atenção especial! É possível trazer os madeirados para a cabeceira, painéis, mesas laterais e prateiras. O importante é apostar em soluções que prezem pelo conforto. Nesse ambiente, projetado pela arquiteta Viviane Loyola, por exemplo, o destaque fica por conta do uso do MDF Moscato, que traz uma sensação de acolhimento ao ambiente.

Este hall projetado por Marcelo Gouveia e Edenilson Bertoldi, da Gouveia e Bertoldi Design de Interiores prova que é possível receber com muito estilo e conforto. Perfeito para reuniões mais íntimas com amigos e família, o espaço conta com diversos elementos que o tornam aconchegante, entre eles, o painel em MDF, as plantas e os tapetes.

Boas conversas, um fondue ou uma tábua de frios acompanhados de um bom vinho podem ser o programa perfeito para os dias mais frios! Para complementar nada melhor do que um ambiente acolhedor. Este living projetado pela BT Arquitetura conta com todo o charme do MDF madeirado Carvalho Natural, da Sudati, para tornar o espaço em um verdadeiro refúgio.
Postado por Thiago Rodrigo em 01/abr/2022 -
O amarelo, assim como a grande parte das cores, gera sensações e sentimentos nas pessoas. Segundo a psicologia, essa cor transmite otimismo, positividade e felicidade, além de estimular a criatividade. Sendo assim, todo o ambiente em que o amarelo na decoração estiver presente será iluminado, com isso os detalhes em amarelo sempre irão chamar a atenção, mesmo se estiver inserido em um ambiente com cores sóbrias e vibrantes.
Desse modo, é possível utilizar essa cor primária em diversas situações, porém é preciso saber onde aplicá-la para não cometer erros ou sobrecarregar o local onde ela será inserida.
– Como escolher as cores nos ambientes internos
“Podemos usar o amarelo em paredes, cortinas, estofados, luminárias ou em pequenas peças decorativas, tomando bastante cuidado e tendo parcimônia. Contudo, em ambientes pequenos o ideal é utilizar amarelo em situações pontuais como acessórios decorativos, por exemplo. Já em locais grandes, é possível abusar um pouco mais aplicando em elementos maiores como um sofá”, explica a arquiteta Isabella Nalon, à frente do escritório que leva o seu nome.
Isabella ainda completa dizendo que é preciso se atentar aos tons, pois em lugares pequenos os mais suaves são os mais indicados, já em lugares com bastante metragem os mais vibrantes são os melhores.
Desde que seja bem aplicado, o amarelo é bem-vindo em qualquer cômodo da residência, porém é preciso saber onde essa cor pode ser mais bem utilizada nos ambientes.

Um dos jeitos mais comuns de aplicar o amarelo na sala de estar, é pintar as paredes. Mas segundo Isabella, o ideal é pintar apenas uma delas, podendo ser a parede onde fica a televisão ou a de trás do sofá. Móveis como sofás, mesas, prateleiras, nichos, estantes, aparadores.
No entanto, para a sala de estar não ficar saturada, o morador pode mesclar móveis amarelos com outros de madeira, com isso o ambiente fica em harmonia sem perder a alegria que essa cor transmite. “Eu recomendo não abusar muito da amarelo nesse ambiente, porque a sala de estar é um local de permanência e não de transição, podendo ficar muito cansativo visualmente”, ressalta a arquiteta.
Na cozinha, o amarelo pode estar nos azulejos e sua geometria destacada no preto para dar mais modernidade ao local. Neste cômodo, outros itens como uma mesa de ilha, armários ou mesa de refeições podem receber o amarelo, mas tudo em uma composição equilibrada.
É uma ótima solução para dar mais vida e personalidade para a cozinha. Além disso, esse é um dos ambientes mais apropriados para usar essa cor, pois o amarelo estimula a fome. Não é à toa que marcas famosas de fast food e restaurantes utilizam essa tonalidade em seus logos e estabelecimentos.

Nos quartos, o mais recomendado é pintar ou revestir a parede da cabeceira de amarelo, enquanto as outras paredes seguem com as cores neutras. Outro jeito de aplicar o amarelo no quarto é mesclando a coloração principal com cores secundárias, assim criando um quarto amarelo e cinza ou amarelo e preto, por exemplo. O morador pode deixar o amarelo em primeiro plano nos móveis e adereços e as combinações nos revestimentos para formar um décor elegante e moderno.
O amarelo no banheiro é usado de diversas maneiras, mas assim como nos outros ambientes, é preciso cuidado para não saturar o espaço. O morador pode optar por criar um banheiro amarelo através dos revestimentos para as paredes, se optar por azulejos ou pintura, o mais aconselhável é fazer no máximo em duas paredes.
Já se a ideia é investir no amarelo em todas as paredes, pintar ou revestir apenas até a meia altura do cômodo já está de bom tamanho. A cor também é aplicada em móveis e acessórios, como no gabinete e no balcão da pia, nos armários, na cortina para chuveiro, entre outros.
Como o amarelo é uma cor viva e vibrante, pode acabar saturando em certos lugares. Para que isso não aconteça, fazer combinações com outras cores pode ser a melhor solução. As combinações mais seguras normalmente são feitas com as cores análogas, como laranja, verde e azul.
A fusão do amarelo com essas cores resulta numa mistura menos contrastante, porém muito bonita. Uma das combinações mais clássicas é a com branco, visto que ele suaviza os tons de amarelo mantendo a proposta de um ambiente iluminado.
– Cores e padrões que estão em alta
Apostar nas bases neutras para deixar os móveis ou acessórios mais evidentes. Por ser uma cor bem aberta e iluminada. A combinação com o preto, por exemplo, é uma proposta muito usada, mas que sempre traz modernidade, justamente por ser tom fechado e ressalta ainda mais amarelo, dando uma opção de cor vibrante para a decoração. O cinza também combina perfeitamente com o amarelo por ser uma cor neutra com nuance fria e fechada.
“Também é possível misturar o amarelo com outras nuances quentes como vermelho e roxo, quando bem aplicados na decoração formam um ambiente que esbanja ousadia, aconchego e muita personalidade”, comenta Isabella. Mas ele acrescenta dizendo que a primeira coisa antes de fazer as combinações é saber o que o morador quer transmitir naquele ambiente, já que cada cor emite um tipo de sensação.

Para Nalon, o amarelo pode estar em todos os estilos de decoração por ser uma cor versátil e agradável. No entanto, ela pode ser aproveitada de uma melhor forma em algumas propostas específicas.
No estilo contemporâneo, que é mais jovem e descolado, cai super bem porque dá um toque de modernidade e descontração para os cômodos.
No rústico pode entrar em alguns detalhes com tons mais claros harmonizando elementos amadeirados e tijolinhos aparentes.
– Cores influenciam no humor no home-office
No retrô, o amarelo tem tudo a ver, podendo estar em um frigobar antigo, nas cadeiras almofadas entre outros itens, lembrando que os azulejos mais antigos eram amarelos também.
“Esses são alguns exemplos, mas até no clássico o amarelo cai bem. Se a casa tiver um lustre amarelo ou um tecido e seda amarela fica maravilhoso. Enfim, do aplicar em todos os estilos sem medo”, aconselha.
Muitas pessoas têm dúvida em quando utilizar o amarelo no detalhe e no destaque. Segundo Isabella, isso irá depender muito do ambiente, em locais maiores que recebem luz natural pode estar tanto nos detalhes quanto nos destaques desde que esteja acompanhado de tons neutros.
Já em locais menores com pouca luz natural, o amarelo deve ser usado apenas nos detalhes, pois estiver em todas as paredes, por exemplo, pode dar a sensação de um local ainda mais fechado e escuro.
“É muito importante o morador entender o espaço que ele tem para aplicar o amarelo para determinar se irá pintar as paredes ou usar muitas peças dessa cor. Sempre leve em consideração o tamanho e a iluminação ao fazer as escochas”, finaliza.
Com uma carreira sólida e experiência proveniente de mais de 20 anos de trabalho, Isabella Nalon percorreu uma trajetória de muitos estudos e pesquisas na área de Decoração e Arquitetura. Sua experiência atuando como arquiteta na Prefeitura da cidade de Münster, na Alemanha (1997), ajudou a criar uma visão plural e ampla de diferentes culturas e públicos, o que se tornou um diferencial em seu percurso profissional.
Em 1998, inaugurou seu escritório em São Paulo e se especializou em projetos arquitetônicos residenciais, comerciais e de decoração de interiores. Frequentemente, tem projetos reconhecidos e publicados por renomados portais e revistas de arquitetura e decoração, consolidando o escritório na lista dos mais importantes da capital paulista.
Postado por Thiago Rodrigo em 22/mar/2022 - 1 Comentário
Os puxadores nasceram com a função de abrir e fechar portas e gavetas e ao longo dos anos se transformaram em um produto determinante no processo de design do móvel. A competitividade no setor moveleiro faz com que até mesmo essa simples peça não seja esquecida dentro do projeto do mobiliário das empresas. Desse modo, torna-se uma peça de design e, muitas vezes, é o toque de diferencial do móvel, contextualizando toda a linguagem dele. Por isso, veja como escolher o melhor puxador para o seu móvel sob medida!
O importante nesse processo é saber como explorar o apelo visual adequadamente. A complexidade do público a que se destina o produto, muitas vezes, tende a gostos “flutuantes”. Todavia, é claro que o designer/projetista da marcenaria ou o arquiteto/designer de interiores que projeta o mobiliário não escolhe um modelo de puxador ou perfil levando em consideração apenas a estética.

Na seleção do melhor puxador para o seu móvel, é definido o modelo, material, quantidade, espessura e acabamento. Como cada projeto de mobiliário é desenvolvido com o objetivo de atender a um determinado público, quando se trata da escolha de puxadores e perfis isso não é diferente.
São muitos os atributos que influenciam na escolha de um modelo de puxador, que vão desde custo, passando por conceitos estéticos/formais até chegar nos práticos/funcionais.
– Como usar acessórios e iluminação na cozinha
O puxador deve ser escolhido de acordo com a sua necessidade como consumidor, como todo produto. O mercado consumidor é quem dita a tendência, mas a necessidade individual de quem compra é o principal fator a ser analisado.
Em virtude disso, é designer/projetista/arquiteto/designer de interiores que tem o papel de desenvolver, filtrar, analisar e definir, junto a você, consumidor, qual solução é a mais adequada para o projeto.

Como tudo na estrutura do móvel interfere no preço final e o puxador não é exceção. O puxador deve atender nos três quesitos do design: estética, funcionalidade e preço. Em vista disso, os fabricantes de puxadores têm pensado na criação de puxadores econômicos, mas com design mais elaborado que antigamente.
Dessa maneira, puxadores com melhor design são mais aceitáveis hoje em detrimento do preço. Nos móveis populares, por exemplo, em que é preciso manter preços competitivos, os puxadores de menores custos entram em cena novamente, porém com desenho mais elaborado.
Em um móvel mais econômico, é de extrema importância que o custo esteja adequado ao produto, sem deixar de proporcionar praticidade e conforto ao usuário. Por outro lado, em projetos de maior valor agregado o custo dos puxadores é consequência de propostas conceituais mais arrojadas.

Para a mobília infantil, leva-se em conta além do design, a segurança dos seus possíveis usuários. É sempre indicado usar algo mais arredondado, sem pontas ou quinas e uns embutidos também, para que não fiquem com pontas sobressalente à superfície.
Saiba que, com a preocupação com a segurança da criança, puxadores com formas mais arredondadas, sem partes que possam sair fácil, são os escolhidos pela maioria dos pais e, consequentemente, das indústrias moveleiras.
Atualmente, as indústrias de móveis populares estão em busca de modelos arredondados, deixando de lado um pouco os puxadores temáticos, de bichinhos ou flores, como anteriormente ocorria.