Postado por Thiago Rodrigo em 09/dez/2020 -
Sistemas deslizantes, também chamados de ferragens para portas de correr, são ferragens desenvolvidas para oferecer maior comodidade às pessoas e design ao móvel. Bem como garante funcionalidade ao mobiliário, com diferentes funções na abertura de portas em relação às dobradiças.
As aplicações das ferragens para portas de correr variam de acordo com a necessidade do projeto que você deseja. Ou seja, há casos e casos para os sistemas deslizantes serem aplicados nos móveis. Por exemplo, em projetos com portas muito estreitas não é recomendado utilizar portas deslizantes. Em armários com vãos largos, além de serem indicadas, as portas deslizantes são a única solução.

Outra situação bastante comum em que as portas deslizantes são extremamente eficazes, são ambientes estreitos, com corredores pouco largos ou quartos no qual a distância entre o armário e os demais mobiliários não favorecem a abertura das portas com dobradiças.
Além da funcionalidade, o apelo estético é mais um forte benefício das ferragens para portas de correr. Outra forte característica é a grande capacidade de carga que tem de ser adequada ao tamanho e peso da porta. Há sistemas deslizantes com capacidade de carga para portas de até 80 kg, outros menores com 50 kg – desse modo fica claro que a porta só irá correr bem se o peso estiver adequado ao tanto que a ferragem suporta.
Portas de correr suspensas garantem um charme enorme em guarda-roupas, com deslizar super suave e sem ruídos. Sistemas deslizantes assim possuem trilhos que ficam quase invisíveis após a instalação, assim como os amortecedores. Por sua vez, os amortecedores fazem seu trabalho tanto na abertura quanto no fechamento das portas, garantindo que elas nunca batam.

Há sistemas deslizantes mais simples. Também aqueles desenvolvidos para portas menores. Mesmo assim, elas possuem opcional de amortecimento que fica embutido dentro do trilho, deixando o design do móvel mais limpo sem perder a funcionalidade.
Há, também, sistemas com mecanismo de abertura de portas completamente único. Além deles deixarem o projeto extremamente conceitual integrando ambientes, ainda possuem muitos recursos de funcionalidade. Por exemplo, “guardar” as portas dentro do móvel quando esse estiver sendo utilizado, aplicação em vãos extremamente largos e amortecimento no fechamento das portas.
Esses sistemas deslizantes para portas sanfonadas podem ter dois exclusivos sistemas de abertura. Um é o Push to Move, ou seja, empurre para mover, no qual as portas não necessitam de puxadores. Dessa forma, com um leve toque, as mesas se abrem automaticamente, garantindo um acesso total ao interior do armário.
No Pull to Move Silent, ou seja, empurre para mover silenciosamente, são usados puxadores para abertura. Entretanto, com um leve toque a porta se abre automaticamente e, ao fechar, ela possui sistema de amortecimento.

Em conclusão, as ferragens para portas de correr garantem praticidade, funcionalidade e beleza ao mobiliário. Agora, você pode aplicar eles com tudo o que oferecem de melhor para usar o móvel de uma forma ainda mais agradável.
Postado por Thiago Rodrigo em 27/nov/2020 -
Decorar um ambiente que está vazio e deixá-lo atrativo para os possíveis compradores parece uma missão quase impossível. E cara. Porém, graças à tecnologia, imobiliárias e corretores de imóveis podem decorar ambientes dos imóveis que estão a venda de forma virtual – uma decoração virtual.
Segundo Leonardo Bartz, fundador da empresa Fullfreela, marketplace de arquitetura e designers 3D, que desenvolveu o serviço do Decorado Virtual, os ambientes decorados chamam mais atenção e brilham mais os olhos dos clientes, pois eles já conseguem imaginar a casa completa.
Confira abaixo alguns ambientes que foram decorados de forma, totalmente virtual. Desse modo, entenda porque imóveis que são decorados vendem mais rápido.
Esta sala foi decorada no estilo escandinavo e só de olhar parece ser muito aconchegante e agradável. Para aqueles que gostam de um conceito minimalista, o estilo é caracterizado por linhas retas, paredes e móveis claros, uma paleta de cores neutras, luz natural e simplicidade.

“Com essa perspectiva, o possível comprador consegue se imaginar dentro do ambiente, a visualização fica muito mais fácil do que um lugar vazio. Um dos inúmeros motivos que a decoração virtual ajuda corretores e imobiliárias”, explica Leonardo.
Este é o ambiente perfeito para mostrar para aquela pessoa que está em busca de algo mais clássico. É possível perceber que a decoração virtual conseguiu retratar, de modo fidedigno, o ambiente amplo e alto, incluindo grandes móveis e peças decorativas vistosas e ornamentadas.

“Atualmente, esse estilo de decoração não é usado integralmente na residência, pois não seria muito funcional. Mas, se você tem um cliente que quer um ambiente clássico, dar uma ideia o que ele pode fazer antes de começar a pensar em obras, reformas, etc., pois assim, tudo fica mais assertivo”, comenta o fundador da plataforma.
Pode não parecer, mas é um dos estilos de decoração que está em alta novamente. Com tantos estúdios para vender, a decoração industrial é a combinação perfeita entre a contemporaneidade das cores metálicas ao retrô dos tijolinhos.

Para aquele corretor que tem como desafio mostrar quem um studio, ou apartamento menor, pode ter bastante espaço, mostrar o ambiente decorado virtual com o estilo industrial é ideal, pois será possível perceber o que poderá ser feito em cada espaço.
Ter um espaço simples e bem organizado é um dos grandes objetivos da decoração moderna. Esse é o ambiente ideal para mostrar para aquele cliente que preza pelo minimalismo e dispensa o excesso de objetos.
– Como utilizar os móveis cinzas na sua cozinha
“O aspecto principal do estilo moderno é o foco na funcionalidade sem deixar de lado o design. A ideia é fugir do excesso de acessórios e peso das ornamentações que não tem uma função prática, para dar foco no conforto com um design mais fácil de ser compreendido”, explica Leonardo.
Difícil de acreditar que todas essas decorações são virtuais né? Pois é, e você que é do ramo imobiliário, já passou da hora de começar a decorar virtualmente os ambientes e mostrar para os clientes interessados.
Postado por Thiago Rodrigo em 10/nov/2020 - 1 Comentário
Valorizar uma cor específica em um projeto pode ser sinônimo de elegância. Assim, deixar de lado as misturas é um fator relevante para a monocromia, um recurso muito adotado em projetos de mobiliários. Sinônimo de elegância e sobriedade, o cinza é uma das cores que seguem em alta quando o assunto é eleger um tom para investir sem medo. De fato, a possível escolha por móveis cinzas garante modernidade às cozinhas.
Mesmo com as tendências indicando que seu gradiente de tons pode ser aplicado em vários ambientes, inclusive na cozinha, surge a dúvida: como empregar na marcenaria e não deixar o ambiente tão sério? De acordo com arquitetos que já criam com móveis cinzas em seus projetos de cozinha, o segredo é dosar para que sua exposição propicie ares de um lugar gostoso, acolhedor e descontraído.
As arquitetas Paula Passos e Danielle Dantas, do escritório Dantas & Passos Arquitetura, Carina Dal Fabbro, do escritório que leva seu nome, e o arquiteto Renan Altera, do Altera Arquitetura, apresentam dicas de como eleger o cinza para a marcenaria da cozinha. Dessa forma, é possível combinar com o restante da decoração.

Por se tratar de uma cor neutra, a composição do cinza com outras tonalidades não é uma tarefa complicada. Sem dúvida, o cinza é um tom frio dentro do espectro das cores. Dessa maneira, ele se integra de forma bastante harmônica com madeirados e tons quentes. Com efeito, varia de acordo com o ambiente e a decoração.
– Conheça a tecnologia que ampliou a qualidade do colchão
Em uma cozinha clássica, cores como o preto, branco ou bege são ótimas escolhas que contribuem para projetos repletos de personalidade. De conformidade com a madeira, o resultado caminha para um ambiente equilibrado. “Entre suas características, o cinza tem a capacidade de enaltecer as cores que o acompanham, destacando principalmente os tons madeirados”, releva Carina Dal Fabbro.
Para ambientes com proposta mais descolada, conduzindo para um estilo mais contemporâneo, o cinza pode vir acompanhado por tons mais vibrantes como o turquesa, laranja, verde, amarelo ou até mesmo um pink. No entanto, quem gosta da essência escandinava e clean tem a possibilidade de associar o cinza com madeiras mais claras e tons pastel, enquanto no industrial o décor pode contemplar pitadas de preto e o quente do terracota, muitas vezes presente em elementos com o tijolinho aparente.

Junto com a decisão pelo cinza, o acabamento da marcenaria é outro ponto relevante a ser considerado. Desse modo, deve ser resistente e prático para a rotina de uma cozinha. Dessa forma, o cinza pode marcar presença em laminados, painéis de BP, melamínicos, laca ou MDF revestido em tons mais escuros (grafite) ou claro (cristal) – muito indicados para cozinhas em função de sua solidez.
“Para quem deseja destacar o armário com uma base cinza, a laca brilhante se configura como uma excelente opção. O acabamento propicia fácil limpeza e visualmente chama bastante atenção, dando um ar ainda mais primoroso ao cômodo”, explica a arquiteta Carina.

Para o arquiteto Renan Altera, do escritório Altera Arquitetura, objetos decorativos como utensílios amadeirados, bandejas, plantas ou mini horta, porta temperos, pratos decorativos, cantinho do café, fruteiras, tapetes e itens de vidro, no geral, são excelentes opções para adornar um ambiente de cozinha predominantemente cinza.
“Independentemente do objeto decorativo, gosto bastante de trabalhar com o contraponto de cor. Itens de madeira, brancos, verdes e vermelhos são os meus favoritos em uma base cinza”, opina a arquiteta Carina Dal Fabbro.
Independentemente da cor da cozinha, a iluminação precisa ser pensada com muito carinho. Além de muito bem distribuída para facilitar o dia a dia, o projeto luminotécnico propicia um clima ainda mais aconchegante e especial.
Na cozinha, a iluminação pode ser associada com uma mescla de luzes frias e quentes. Enquanto a fria evoca o contraste e é mais indicada em áreas de preparo, a luz quente emana aconchego, se configurando como a escolha acertada para as áreas de refeições.
“Em cozinhas com armários ou base toda cinza, a luz pode ser absorvida pelos materiais mais escuros. Assim, sempre avaliamos o projeto como um todo para que o ambiente não fique escuro”, sugere Danielle Dantas, do escritório Dantas & Passos Arquitetura. “É recomendável buscar lâmpadas com alto IRC (Índice de Reprodução de Cor) para que a cor dos alimentos não seja alterada“, completa a arquiteta.

Apesar de ser um tom mais escuro, na cozinha o cinza é uma cor que evidencia a sujeira em uma escala menor, em detrimento dos tradicionais branco e bege, que demonstram qualquer traço. “Devido sua cor semelhante ao pó, eventuais manchas ou sujeiras demoram mais serem percebidas”, finaliza Renan.
Mas não é apenas em armários de cozinha que o cinza é uma tendência na decoração. Igualmente em outros ambientes da casa como áreas de serviço, banheiros, dormitórios, home office e sala de estar a cor pode – e deve – marcar presença. “Por se tratar de um tom neutro, elegemos para todos os ambientes, desde que sejam consonantes com o conceito do projeto”, reflete a arquiteta Paula Passos.
Postado por Thiago Rodrigo em 20/out/2020 - 1 Comentário
Truques de marcenaria e serralheria para criar móveis com dupla função, modulares, divisórias, entre outros recursos, são algumas ideias de móveis que podem ajudar a tornar o dia a dia mais funcional e confortável. Afinal, elas permitem poupar o espaço, ampliar a área de armazenamento e até mesmo agregar múltiplas funções para os espaços de apartamentos e casas.
Com o intuito de ajudar você a ter soluções para ambientes compactos, o arquiteto Bruno Moraes, que comanda o escritório Bruno Moraes Arquitetura, nos dá essas dicas de ouro.
Em princípio, neste apartamento com áreas próximas, o arquiteto desenhou uma bancada de madeira de apenas 2 cm de espessura com o propósito de acomodar a TV e cumprir o papel de escrivaninha para o home office. Destaque igualmente para o mural de recados e uma luminária de mesa com foco direcionável.
“Para este projeto, criei um tampo preto, que dá continuidade ao móvel com portas laqueadas de cinza claro, onde escondi a condensadora do ar condicionado. Prova de que a criatividade possibilita tornar uma solução multifuncional”, diz Bruno Moraes.

Não é novidade que a versatilidade é essencial nos dias atuais. Dessa forma, a estante de vergalhão é uma boa pedida, pois permite alterações futuras. A peça dinâmica tem cubos metálicos idênticos onde há a flexibilidade de criar prateleiras, nichos ou módulos fechados.
Com efeito, acompanhando toda a extensão da sala de estar, o modelo está pronto para acompanhar novas necessidades no decorrer do tempo. Bruno brincou com espaços ora vazados, ora fechados por nichos, criando movimento e garantindo o toque aconchegante da madeira.


Ao passo que o arquiteto apostou em um móvel multiuso localizado atrás do sofá, ela funciona como barzinho e cantinho do violão. Igualmente, também pode ser reaproveitado para o home office.
“Os moradores já tinham em mente a necessidade de utilizar como home office em alguns dias da semana, por esse motivo fizeram um móvel que pode atender várias necessidades”, conta Bruno.


Não é novidade que as prateleiras são curingas nos ambientes, não é mesmo? Na cozinha pode ser uma ótima solução para organizar temperos, pratos, xícaras e objetos de decoração.
“É uma ótima opção inclusive para quem não pretende fazer o móvel aéreo sobre o tampo, além de versátil e bem econômica”, afirma Bruno. Ele usou uma peça com 2,15 m de comprimento, 20 cm de profundidade e 4 cm de espessura.

A tela da TV presa na barra metálica giratória de 7 cm de diâmetro, executada pela empresa Casa do Suporte. Fixada no forro de gesso e no rack com nichos vazados, pode ser assistida em todos ambientes do apartamento. Com isso, é possível virar para mesa de jantar, cozinha, sala de TV e até para a varanda.


Cortado a laser pela empresa Mentha, o painel vazado de madeira cria uma suave barreira entre o living e o home office, oferecendo privacidade sem prejudicar a luminosidade.
Para fixá-la, o arquiteto Bruno Moraes parafusou o painel no piso e no forro rebaixado de gesso. Com 2,55 m de largura, 2,60 m de altura e 3 cm de espessura, essa divisória é extremamente leve e ainda apresenta um elemento surpresa na área social.


Na integração entre a varanda e o living, o cantinho entre as janelas foi bem aproveitado para abrigar um banco de marcenaria com futon e almofadas. Como resultado, serve de baú para guardar diversos objetos, como vassoura, rodo, entre outros, além de esconder a condensadora do ar-condicionado. “Essa solução também pode ser utilizada na sala de jantar com sucesso”, indica Bruno Moraes.


Usado no dia a dia pelas crianças como espaço para brincadeiras e estudo, o quarto se transforma facilmente em quarto de hóspedes graças à cama embutida na marcenaria feita sob medida pelo arquiteto. Ela foi feita a partir de um tampo de madeira e um sistema de ferragem basculante.
“Para permitir a circulação dos convidados, não é só a cama que sai de cena. A bancada de estudos, que conta com o mesmo tipo de mecanismo, também pode ser recolhida”, explica o arquiteto.


Para ganhar espaço de armazenamento no quarto, uma solução interessante que o arquiteto fez foi incluir gavetões sob a cama – eles medem 60 cm x 50 cm. Desse modo, é possível acomodar uma série de roupas ou objetos, de forma discreta e sem o trabalho de levantar o colchão, como acontece em modelos de cama box.


Com apenas 53 m², este apartamento reúne uma série de soluções para ganhar espaço. Uma delas é a divisão entre o quarto e a ala social, feita por três portas de correr muito práticas (1,06 m x 2,42 m cada folha).
Quando deslizam para a esquerda, é possível abrir o closet. Quando correm para a direita, é possível ter acesso para o quarto, que está escondido nas fotos. É uma solução bem versátil e possível em diferentes residências.


Neste dormitório, duas boas ideias de móveis de como os móveis sob medida são indispensáveis. Na entrada do ambiente, o armário vertical oferece lugar para perfumes e outro itens de beleza. “Dentro do ambiente, basta abrir as portas espelhadas do armário para ter acesso as roupas”, explica Bruno Moraes.


Postado por Thiago Rodrigo em 23/set/2020 -
Desde março, muitas empresas no mundo todo decretaram que seus funcionários devem fazer home office. Algumas inclusive determinaram que não devem voltar aos escritórios até dezembro como forma de prevenção, até que a situação esteja mais controlada. Assim, para que a rotina de trabalho de home office seja agradável e produtiva, é preciso criar um ambiente funcional e ao mesmo tempo aconchegante para produzir mais.
Dessa maneira, a MadeiraMadeira reuniu algumas dicas para montar seu próprio escritório ou adaptar um outro espaço da casa para trabalhar, com produtos acessíveis. É possível criar um espaço gastando até R$ 500. Confira!
Os móveis funcionais, por serem práticos, são essenciais para montar um escritório, principalmente em casa. Para aproveitar bem o espaço, escolha opções que exerçam mais de uma função e que não dificultem a sua movimentação pelo ambiente.

Durante o expediente é preciso ficar atento para prevenir problemas como dores nas costas e cansaço visual, tão comuns na rotina de trabalho. Por isso, é importante que o home office seja confortável. Leia mais sobre qual cadeira escolher para o home office.
“Um bom investimento é uma cadeira ergonômica, que ajuda manter uma boa postura por meio de regulagem de altura e encosto para as costas. Uma dica inusitada é investir em uma cadeira que muitos chamam de ‘cadeira gamer‘. Usada por jogadores profissionais e amadores para passar horas jogando, esse tipo de móvel também garante conforto para quem precisa trabalhar de casa”, explica Isabela Caserta, designer de produto da MadeiraMadeira.

Ao mesmo tempo, outro aspecto importante é planejar a iluminação do ambiente. Há a opção das luminárias para mesa, que podem ser úteis durante uma leitura ou um trabalho mais minucioso. Durante o dia, aproveite a iluminação natural das janelas para clarear o escritório e, durante a noite, invista em uma iluminação mais potente.

Segundo a designer, é igualmente importante que o ambiente de trabalho seja agradável visualmente e, para isso, a decoração deve seguir o estilo pessoal. Primeiramente, uma boa dica é escolher nichos ou estantes modernas para guardar livros e outros materiais de escritório.
Em segundo lugar, também vale investir também em objetos divertidos de decoração. Com efeito, além de manter o home office mais organizado, garantem mais personalidade ao ambiente.

Eventualmente, uma decoração prática e com tudo a mão permite organizar melhor as ideias, compromissos e prazos de entrega. Para isso, a dica é utilizar calendários ou paredes pintadas com tinta de lousa na decoração. São elementos que tornam o ambiente mais despojado e despertam a criatividade.
Sobretudo, utilize também os papéis de parede para dar pontos de destaque ao escritório. Existem diversos modelos e estilos, do mais descontraído ao mais sofisticado.
Postado por Thiago Rodrigo em 26/ago/2020 -
Tem quem defenda a cozinha como coração da casa. O argumento é plenamente justificado, pois se trata do ambiente onde acontece a alquimia das refeições, com seus deliciosos aromas e o afeto de quem as prepara. E se engana quem pensa que cozinha é composta apenas por armários e eletrodomésticos.
Se você quer levar encanto e melhorar a posição vertical do ambiente, aumentar a área de armazenamento ou apenas ‘baratear’ o custo final do projeto, paredes e espaços em cima e embaixo da ilha tem sido utilizado de diferentes maneiras. No entanto, todas com um intuito em comum: tornar a cozinha prática, funcional e organizada para facilitar o dia a dia dos moradores.
Reunimos projetos de cozinhas assinados por especialistas em interiores. Os arquitetos Bruno Moraes, do Bruno Moraes Arquitetura, Cristiane Schiavoni, à frente do escritório que leva seu nome. Além de Gigi Gorenstein, Renato Andrade e Erika Mello, do Andrade & Mello Arquitetura e Interiores e Karina Korn, que comanda o Karina Korn Arquitetura. São projetos para inspirar a cozinha dos sonhos, com muitas posições para armazenamento e, porque não, itens afetivos.
O arquiteto Bruno Moraes assina esta cozinha com essência jovial. No backsplash, ele lançou mão de um dos revestimentos mais queridinhos do momento: o subway tile. Sobretudo, o revestimento automaticamente alude às estações de metrô nova iorquinas e parisienses. A delicadeza fica para a prateleira de madeira: além dos temperinhos essenciais para as receitas realizadas no cooktop instalado na bancada, dois quadrinhos que despertam nosso sorriso.
A figura do “Yellow Submarine” vai direto para o gosto musical, afinal, quem é fã dos The Beatles logo se recorda do coro no refrão (We all live in a yellow submarine, yellow submarine, yellow submarine). O outro, uma mensagem para sempre ser lida e recordada: Do what you love everyday – Faça o que você ama todos os dias.
Por fim, na composição final, marcenaria e geladeira preta dão um toque arrojado junto os demais elementos. Em conclusão, uma mescla entre o moderno e o retrô.

Projetado por Érika Mello e Renato Andrade, do Andrade & Mello Arquitetura e Interiores, a cozinha com abertura para a sala destaca uma saída bem bacana para aumentar o espaço de armazenamento. Prateleiras suspensas por apoios de serralheria cumprem essa função de divisória e apoio na cozinha. A mistura de madeira com serralheria é atual e tem tudo para continuar em alta. Na pequena área da rodabanca, o sucesso do revestimento inspirado nos metrôs americanos e europeu.

Com pé duplo, a cozinha projetada pela arquiteta Karina Korn, do Karina Korn Arquitetura, sobressai a prateleira de madeira de forma inusitada: logo acima dos armários aéreos. Com efeitos decorativos – pois registra uma altura sem fácil acesso, a superfície serviu para dispor plantas e quadros para decorar o ambiente. Completando a parede e seguindo a paleta dos tons, a profissional escolheu o brick como revestimento. Outro ponto interessante é o nicho em cima da pia, ótima ideia para acomodar itens decorativos ou peças mais utilizadas no dia a dia.

De um lado, a ilha central projetada por Cristiane Schiavoni, do escritório Cristiane Schiavoni Arquitetura, conta com a cuba e o cooktop para preparar os pratos. E como o ambiente é conectado ao restante da ala social, na outra face a marcenaria incluiu nichos que, por sua vez, receberam objetos. Quem olha de frente, também aprecia outro destaque: o revestimento estampado no piso, que delimita a área da ilha.

Mais uma vez, os armários aéreos (SCA Jardim Europa) cederam espaço para as prateleiras com suporte embutido. A responsável por essa cozinha alegre foi a arquiteta Gigi Gorenstein. A distribuição na parte superior ficou bem harmoniosa: próximo à lava louça e a pia, o morador tem acesso aos eletros. Na sequência, potes de vidro para melhor identificação dos mantimentos e uma decoração descontraída, com quadros apoiados. Com mais leveza, a ideia foi posicionar os itens à vista e não encobrir o revestimento em formato hexagonal que evoca a paleta de tons azuis.
Nada de gabinete ou armários: esta cozinha toda aberta trouxe em suas prateleiras espaço para organizar as louças. Para quem gosta de um tempero sempre fresquinho, tem até uma mini hortinha. As pastilhas hexagonais são da Cerâmica Atlas e fazem fundo para a composição.

Mais um exemplo de projeto assinado pela arquiteta Cristiane Schiavoni, que elegeu a marcenaria como solução para deixar os acessórios usados no dia a dia sempre a mão. Antes de mais nada, a arquiteta investiu em um nicho aberto para colocar os temperos e especiarias próximas ao fogão, facilitando a hora de cozinhar. Por conseguinte, a cafeteira também fica na bancada feita de granito São Gabriel, facilitando o cafezinho dos moradores.

Postado por Thiago Rodrigo em 20/ago/2020 - 1 Comentário
Trabalhar com materiais versáteis, como o MDF, é imprescindível para executar um projeto de personalidade e que, ao mesmo tempo, demonstre as referências e bagagens do arquiteto. Com o MDF, as escolhas de um ou mais estilos de décor para um ambiente da casa refletem muito a personalidade de quem mais irá desfrutá-lo.
Cores, texturas, mobiliário e disposição dos objetos devem ser baseados no contexto das pessoas que viverão na residência, desde o estilo de vida e profissão até os hobbies que mais agradam.
Dessa forma, cabe ao arquiteto, designer de interiores ou projetista, com seu olhar aguçado, adaptar essa bagagem a estilos de décor que podem estar consagrados em busca de mais harmonia ao projeto.
Pensando em inspirar na hora de construir ou reformar, reunimos três queridinhos da arquitetura atual, elencando diferentes formas de combiná-los aos padrões do material. Assim, fica mais fácil decidir qual combina mais com seu projeto. Confira:
Como o próprio nome já diz, o clássico nunca sai de moda e está no topo dos mais utilizados por arquitetos e requisitado por consumidores. Sinônimo de sofisticação e elegância, o estilo tem como influência reinos dos séculos XVII e XVIII, além de elementos da Grécia e Roma antiga. Tudo isso se traduz em um visual imponente e que, ao mesmo tempo, deixa o ambiente leve com sua paleta cromática mais neutra.

Tons como bege, branco e palha são os mais utilizados aos adeptos do estilo clássico. Em contraste, o madeirado pode entrar como protagonista do ambiente. No projeto da arquiteta Angela Russi, o MDF Freijó, da Guararapes, reveste todas as paredes e agrega sensação de conforto e bem-estar ao espaço.

Detalhes e texturas são muito bem-vindos de maneira discreta e elegante. Nos projetos do escritório Valiatti e Patrão e da arquiteta Debora Aguiar, O MDF é o responsável por dar vida aos painéis ripados, utilizando os padrões Areia e Cipres, respectivamente.
Primeiramente, uma das principais tendências nos últimos anos, o minimalismo vem ganhando adeptos e se destacando nos projetos de arquitetura e decoração. O movimento surgiu nos anos 60 com influência nas artes visuais e, posteriormente, no design – chegando ao estilo de vida também! – tendo como mote o “menos é mais”.

Em segundo lugar, nos projetos, a busca é por um espaço clean, com combinações entre preto, branco, bege e cinza. No entanto, as cores não estão proibidas! Nesse banheiro, assinado pelo escritório Yamagata Arquitetura, o padrão Rosa Milkshake, da Guararapes, traz um leve rosado à bancada.

Por fim, toques amadeirados também compõem os projetos e ajudam a aquecer o ambiente. Para isso, os padrões das linhas Naturale e Madeiras do Brasil são perfeitos, trazendo os veios e nuances das árvores aos projetos. Buscando uma sala de estar mais ousada e intimista, a arquiteta Bianca da Hora optou pelo padrão Cipres, que reveste toda a parede.
O anseio por mais contato com a natureza também se reflete no décor. Em resumo, a palavra biofilia, cunhado pelo psicólogo e filósofo Erich Fromm em 1984, significa amor à vida. Na arquitetura e decoração, usa-se o termo design biofílico, que vem ganhando adeptos e possui diversas formas de ser inserido a cada contexto.

Levar plantas para dentro de casa em vasos, arranjos ou em jardins verticais talvez seja um dos modos mais usuais de se adaptar ao estilo. Porém, engana-se quem pensa que fica só por aí: utilizar materiais com cores que remetam a algo natural também fazem parte do estilo.

Para o hall de entrada, a arquiteta Thais Rodrigues utilizou o padrão Freijó, trazendo o amadeirado da árvore. Já nessa área de serviço, assinada arquiteta Sabine Rosas, o MDF Azul Petróleo traz a força dos mares e oceanos de forma elegante.
Postado por Thiago Rodrigo em 15/jun/2020 - 2 Comentários
O móvel para casa é um objeto que você deseja para preencher a casa com funcionalidade, praticidade e beleza. Nesse último quesito, a superfície do móvel é o item que garante boa parte da estética dele. Nesse sentido, as opções de acabamento para móveis são várias – e não estamos falando de cores e padrões.
Produtos como laca ou ultravioleta em tintas e vernizes; laminados de baixa pressão como melamina ou finish foil aplicados em MDF ou MDP; laminados de alta decoração ou ecológicos; são algumas das soluções que revestem os móveis. Assim como o Rauvisio, nome dado ao material criado pela empresa alemã Rehau.
O Rauvisio é uma sofisticada e inovadora linha de superfícies laminadas de diferentes materiais (polímeros, metal e couro) que atua como revestimento para móveis, oferecendo, dessa forma, diferencial e design ao mobiliário.
Com efeito, o produto atende a forte valorização das superfícies, seja nos móveis, revestimentos ou no design de interiores como um todo. Conforme explica Renato Rossato, gerente de superfícies da Rehau, a proposta dos arquitetos tem caminhado no sentido de encontrar novas aplicações e diferenciais para seus projetos e, nesse contexto, a empresa desenvolveu os acabamentos para móveis Rauvisio.
“A linha de superfícies Rauvisio busca antecipar tendências de cores e texturas transformam que projetos em ambientes únicos. A liberdade de criação é oferecida na forma de componentes flexíveis e totalmente customizáveis”, acrescenta Renato.
Entre as principais vantagens do acabamento para móveis Rauvisio, estão:
A linha Rauvisio da Rehau é dividida em:
Esses variados modelos da linha Rauvisio podem ser aplicados em diferentes partes dos móveis. Por exemplo:
Componentes totalmente customizáveis em suas dimensões e com as bordas sendo preenchidas com fitas de borda da Rehau. Em suma, a empresa é especialista e complementa o acabamento para móveis com a mesma qualidade e confiabilidade do revestimento.
A indicação da fita de borda em projetos de arquitetura e mobiliário atende três fatores: design racional e refinado, soluções para novos espaços e produtos com diferenciais. “Essa combinação entre as nossas fitas de bordas e Rauvisio abre um grande leque de projetos e experiências possíveis”, define Rossato.
Entre as características, são fitas mais grossas, em geral de 1,3 mm, de tal forma que se casam com as superfícies dos materiais da linha Rauvisio. Além disso, diminuir consideravelmente a linha de junção, coisa que os especificadores (arquitetos e designers) mais buscam quando vão desenvolver um móvel.
A linha alto brilho, composta por cinco modelos, tem superfícies brilhantes com cores vibrantes para superfícies verticais. “Surgiu inspirado nas tendências mundiais de decoração. Ambas as linhas Rauvisio Brilhante e Rauvisio Cristal, prezam pela valorização dos espaços e do mobiliário, proporcionando protagonismo aos móveis, com efeito de profundidade e durabilidade de cor”, ressalta Rossato.
O Rauvisio Brilhante é um material polimérico de fácil limpeza e alta durabilidade e com a vantagem de oferecer as duas faces brilhantes.

Por outro lado, o Rauvisio Cristal, tem características anteriores, porém ainda mais brilho. Só para ilustrar, é conhecido na Europa como o vidro polimérico.
“É um dos mais queridinhos da linha. Tem toda a característica de um vidro, alta reflexão, elevada planicidade e design único em um material durável e resistente a quebra, bastante indicado, por exemplo, para ambientes com crianças”, explica o gerente de superfícies.

A tecnologia dessa linha permitiu a Rehau criar o Rauvisio Cristal Mirror. Trata-se de um espelho de perfeita reflexão, laminado em uma chapa de MDF (a madeira do seu móvel) e que entrega as mesmas características mencionadas anteriormente.
Ademais, a versão Cristal é ideal para cozinha, sendo dez vezes mais resistente à quebra do que o vidro e tendo alta profundidade de cor. Com efeito, é possível deixar uma anotação com caneta sem ser fácil de apagar, apenas com um pano embebedado de álcool que limpa sem deixar risco algum.
Por fim, o modelo Cristal Slim é uma superfície fina ideal para revestimento de paredes, sendo bastante buscado para o retrofit. Os painéis podem ser colados à parede resultando em poucas linhas de junção. De fato, o laminado fino pode ser aplicado em cozinhas, banheiros, paredes de chuveiro e até divisórias. Também permite usinagem e perfuração flexíveis.
A versão Rauvisio Sky, como é chamado a superfície fosca da Rehau, pode transformar os ambientes de uma casa em espaços ainda mais versáteis, sofisticados e modernos. Tem zero brilho com alta resistência aos raios ultravioleta.
Os cuidados com esse material são simples. “Por se tratar de um material polimérico eles apresentam maior resistência ao dia a dia de uma cozinha, por exemplo. Em contrapartida, uma lacca acetinada, que é uma pintura, deve ser muito maior o cuidado”, compara o gerente. Na limpeza, basta um pano úmido e sabão neutro para que mantenha o móvel com Rauvisio Sky em perfeito estado.

Esse modelo é para as pessoas que querem acabamentos para móveis excêntricos. Rossato afirma que os profissionais arquitetos e designers que explorarem esse produto, sem dúvida, poderão desenvolver espaços criativos. Igualmente, podem expandir sua atuação para outros mercados potenciais, como o náutico ou de reformas rápidas, sem perder o design.
Primeiramente, Rauvisio Leather é uma superfície de couro com revestimento de poliuretano. Tem aroma do couro e quatro cores: preto, marrom, caramelo e creme.

Por conseguinte, o Rauvisio Steel garante uma porta com aparência de metal sólido proporcionado pelo acabamento de aço inoxidável escovado, disponível na cor Brushed Sainless Steel.

Por fim, o Rauvisio Carbon tem camada de metal legítimo, nas cores cobre e titânio, além do destacável Ouro Champagne.

Sobretudo, a limpeza dessas superfícies é bastante simples: basta usar pano levemente umedecido e sabão neutro. Igualmente, deve-se evitar o uso de solventes e produtos abrasivos. Quanto as cores, as versões do Rauvisio possuem a seguinte quantidade de cores:
Brilhante: 8 cores
Cristal: 9 cores
Sky: 5 cores
Leather: 4 cores
Metal: 1 cor
Carbon: 3 cores
Portanto, a Rehau aposta nos polímeros como acabamento para móveis pelas vantagens que eles oferecem. “Nossas linhas tornam os móveis protagonistas de uma ampla variedade de ambientes como quartos, sala de estar, cozinhas, áreas gourmet e de banho”, exalta Renato Rossato.
Posto que as superfícies também podem ser aplicadas como revestimento, em síntese, é possível transformar ambientes sem a necessidade de grandes reformas ou obras estruturais. “É possível criar móveis e ambientes totalmente personalizados. A criatividade fica por conta dos marceneiros, arquitetos e designers”, define.
Postado por Thiago Rodrigo em 19/maio/2020 -
Antes de falar das dobradiças com amortecimento, é bom lembrar que as dobradiças foram uma das primeiras ferragens incorporadas ao mobiliário. Esse tipo de ferragem garante a abertura de portas de modo giratório (assim como sistemas de elevação ou articuladores).
Essas ferragens possuem diferentes tipos de abertura e ângulos que propiciam funcionalidade e design particulares. Ademais, o conforto também é algo que as dobradiças possuem como qualidade garantida ao mobiliário.
Nesse sentido, uma tendência forte há alguns anos é o fechamento sem barulho. Isso seja em gavetas com corrediças, portas com dobradiças, portas deslizantes e, igualmente, portas articuladas (aquelas que elevam). Nisso entram os sistemas de amortecimento integrado na dobradiça que proporcionam um fechamento suave e silencioso.
Integrado na dobradiça porque há peças que podem ser incorporadas ao mobiliário e realizam essa função. Nesse caso, é ideal para móveis já projetados. Entretanto, para móveis novos a dobradiça com amortecimento integrado é a melhor opção. É uma sofisticação às dobradiças mais simples sem amortecimento integrado que seguem com alta demanda.
“A demanda por dobradiças com amortecimento está crescendo a cada dia, pois com a ampla variedade de modelos no mercado, os preços estão mais acessíveis e a exigência do consumidor por ter um produto com abertura suave tem aumentado o consumo”, afirma Tatiana Burigo, coordenadora de marketing de uma fabricante da ferragem.
Essas dobradiças mais simples são chamadas também de Caneco 26, suportam menos peso por causa do tamanho delas. As dobradiças de Caneco 35 são dobradiças mais robustas, que podem ter ou não amortecimento e que suportam portas maiores.
Também tem mais possibilidade de espessuras e tipos de materiais (9 mm a 32 mm de espessura, por exemplo) e podem ser usadas em MDF, perfis de alumínio ou coladas diretamente no vidro, o que varia conforme o projeto.
As dobradiças para móveis não estão em baixa. Sua versatilidade faz com que exista uma procura diferente, afinal, podem ser usadas em todos os ambientes e todos os tipos de móveis que você imaginar.
Ainda que exista uma corrente por gavetas em móveis de cozinha e portas de correr em quartos, por exemplo, melhorando a ergonomia do ambiente, as dobradiças sempre serão usadas, pois uma coisa não substitui, necessariamente, a outra. Isto é, cada produto tem uma aplicação e uso específico.
Abertura de móveis em ambientes comuns de casa, em geral, se faz de três maneiras: com gavetas, com portas deslizantes ou as já citadas giratórias. A última opção, portas giratórias, usa dobradiças ou articuladores para se abrir.
Nas cozinhas, não se encontra muitos armários largos como, por exemplo, roupeiros em dormitórios, que permitem escolher entre portas deslizantes ou com dobradiças. Dessa maneira, no ambiente da cozinha dominam gabinetes e armários suspensos.
Nos gabinetes a preferência, em geral, são gavetas, pois ao abrir se pode ver e alcançar direto o conteúdo. Nos armários suspensos, uma porta com dobradiça aberta pode proporcionar desconforto, pois pode bater a cabeça – por consequência entram os articuladores que, em geral, abrem as portas para cima e fora do alcance das cabeças. Igualmente, oferecem boa visualização e ótimo acesso ao conteúdo do armário.
Feito essa explanação, os móveis de cozinha mais sofisticados tem gavetas e articuladores e, onde há necessidade, dobradiças com sistema de amortecimento. Por outro lado, móveis de cozinha mais econômicos acabam por utilizar dobradiças de caneco, que é a solução mais econômica.
Postado por Thiago Rodrigo em 13/abr/2020 -
Você sabe quais critérios levar em consideração ao escolher um colchão? Mais do que optar por um colchão de mola ou colchão de espuma e firme ou macio, há diversos aspectos que devem ser observados na hora da compra.
Pensando, justamente, em elevar a qualidade de algumas categorias de colchões e ajudar o consumidor a escolher um colchão de forma correta, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) definiu uma nova regra. O instituto atualizou a portaria que define alguns critérios de qualidade dos colchões, o que deverá beneficiar você, consumidor.
A mudança mais significativa é que, a partir de agora, todo colchão classificado como de espuma deverá, obrigatoriamente, ser constituído por, no mínimo, 70% de espuma flexível de poliuretano. Além disso, para ajudar você na hora de escolher um colchão com essa exigência mínima, ele deve apresentar na etiqueta definição clara de que outros tipos de materiais podem estar presentes no colchão.
Consequentemente, isso evitará que o consumidor compre um colchão que acredite ser de espuma, mas que, na prática, seja composto por placas de madeira, MDF ou EPS/poliestireno expandido (conhecido popularmente como isopor). A nova norma já foi publicada no Diário Oficial da União (no dia 13/2) e os fabricantes têm 12 meses para realizarem as adequações necessárias.
Fabiana Manzano, diretora-executiva do Instituto Nacional de Estudos do Repouso (Iner), órgão responsável pelo Certificado Pró-Espuma (um certificado que garante alto rigor desse produto), comenta que a medida irá contribuir para a padronização de algumas categorias de colchões e, igualmente, com a melhoria da qualidade dos produtos, ajudando no ato de escolher um colchão.
Entretanto, ela chama a atenção para o fato de que, apesar de ser uma evolução, ainda há espaço para melhorias. “Há um desconhecimento geral sobre muitos aspectos relacionados aos colchões. Por exemplo, poucas pessoas sabem que poliestireno expandido é, na verdade, isopor”, diz Fabiana, que esclaresce:
“Elas podem acabar comprando um colchão acreditando que essa matéria-prima traz algum benefício para o produto final, quando sua utilização está relacionada apenas à redução de custo de produção. Nós passamos cada vez mais horas do dia no colchão, seja dormindo, assistindo TV ou usando o celular. Comprar um colchão adequado e de qualidade é uma questão, também, de qualidade de vida”.

Outro ponto que Fabiana destaca é a questão dos certificados. O Pró-Espuma, por exemplo, é um atestado de qualidade colchões, travesseiros e estofados no Brasil que sempre aplicou critérios rigorosos nos testes de qualidade. Inclusive, segue norma superior à norma ABNT adotada na portaria do Inmetro.
“Para ter esse certificado o colchão não pode, por exemplo, apresentar qualquer outro material que não seja espuma ou espuma e mola de aço (para colchões de molas). O Pró-Espuma também tem critérios rígidos relacionados à deformação e durabilidade dos materiais, fazendo com que todos os colchões com esse certificado tenham qualidade superior comprovada”.
Para manter esse alto nível de qualidade, todos os fabricantes de colchões certificados pelo Pró-Espuma são fiscalizados mensalmente pelo Senai.

A espuma de poliuretano é o material de maior volume na fabricação de colchões. Mesmo os colchões de molas precisam ter camadas de espuma para isolar o molejo.
Por consequência, como esse material responde pela maior parcela do custo, muitas vezes resulta na busca por substitutos mais baratos que possam ser utilizados como camadas intermediárias. Do mesmo modo, podem serem adicionados na formulação da espuma – melhorando a margem da indústria. Por outro lado, diminui a qualidade do produto final, e isso são coisas importantes para você saber na hora de escolher um colchão na loja.
Em 2011, foi criada a primeira portaria que estabelece as diretrizes e os critérios para a fabricação de colchões. Na época, uma pesquisa do Inmetro revelou que 67% dos colchões vendidos no país possuíam alguma incongruência. Um risco para a saúde e bem-estar dos consumidores.
O constante aprimoramento das diretrizes de fabricação e fiscalização são essenciais para que o setor mantenha um padrão qualidade. “Por muitos anos a indústria sofreu com colchões de baixa qualidade. Tanto o consumidor quanto os vendedores de loja não têm conhecimento sobre os produtos. Portanto, é muito difícil explicar as diferenças de qualidade e de preço. Quando não há parâmetros que determinem um limite mínimo de qualidade, a indústria sofre com a concorrência de preços e o consumidor pode acabar comprando um colchão totalmente inadequado, só por ser mais acessível economicamente”, conclui Fabiana.